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Resultados de Petrobras e Vale, IPCA e Copom: tudo o que você precisa acompanhar esta semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar nesta semana

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SÃO PAULO – Após uma semana mais curta, com a bolsa andando de lado, os próximos dias prometem bastante agitação no mercado, em especial o brasileiro. No exterior, a semana terá uma agenda mais tranquila, enquanto a temporada de resultados ganha força por aqui.

No ambiente político, destaque para a reforma da Previdência, cujo prazo de tramitação na Comissão Especial da Câmara começou a ser contado nesta semana para parecer e emendas.

A expectativa é que seja apresentado o plano de trabalho consolidado. Na semana passada, o presidente da comissão especial, deputado Marcelo Ramos (PR-AM), apresentou o cronograma de trabalho que prevê a realização de 11 audiências públicas com cerca de 60 convidados para debater o tema no colegiado.

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Na agenda de indicadores, atenção especial para a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), na quarta-feira (8). A maioria do mercado espera que o Banco Central mantenha os juros estáveis em 6,50% mais uma vez. De oito instituições consultadas pela Bloomberg, apenas uma, a Austin, prevê redução, de 50 pontos-base.

Nos últimos meses houve muita discussão no mercado sobre possíveis cortes de juros este ano por conta dos números fracos de atividade do 1º
trimestre, mas esta avaliação perdeu força com o atraso da reforma da Previdência na CCJ da Câmara e pelo discurso cauteloso do BC.

Outro dado importante nesta semana será o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de abril, que segundo dados compilados pela Bloomberg deve ter leve desaceleração de 0,75% para 0,62%, mas com aceleração forte, de 4,58% para 4,99%, no comparativo anual.

Ainda no cenário doméstico, ganha força a temporada de resultados corporativos do primeiro trimestre, com muitos “pesos pesados” da bolsa apresentando seus números. É o caso de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), na terça (7) e quinta-feira (9), respectivamente.

No caso da mineradora, atenção especial para os impactos da tragédia de Brumadinho, que afetou o desempenho das minas da companhia em fevereiro e março. A semana ainda contará com os balanços de CSN, Ambev, Magazine Luiza, Gerdau, Braskem, Pão de Açúcar, Banco do Brasil, Vivo e B3.

Agenda externa
No exterior, a agenda norte-americana perde um pouco de força, após o Payroll de sexta-feira ser bem recebido e apagar parte da reação negativa do pronunciamento neutro do chairman do Federal Reserve, Jerome Powell.

Entre os destaques da semana estão os números de inflação medidos pelo CPI e PPI nos EUA. Além disso, Powell falará brevemente em conferência na quinta-feira (9), mas o tema, que é desenvolvimento de comunidade, não deve pesar no mercado.

Fora dos EUA, destaques são números da balança e inflação na China, PIB do Reino Unido e ata do Bank of Japan.

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