Sem medo

“Repercussão será diferente do Santander”, diz autora de relatório polêmico sobre Dilma

Economista-chefe da Rosenberg Associados, Thaís Zara falou ao InfoMoney sobre as motivações e as possíveis repercussões de seu relatório após o caso do Santander

SÃO PAULO – Na manhã de segunda-feira (11), a Rosenberg Associados divulgou um relatório aos seus clientes criticando o atual cenário do País e dizendo que uma possível reeleição de Dilma Rousseff seria “a continuidade da mediocridade, do descompromisso com a Lógica, do mau humor prepotente do poste que se transformou em porrete contra o senso comum”. Procurada pelo InfoMoney, a economista-chefe que assinou o documento, Thaís Zara, disse que não acredita em uma repercussão como a do caso Santander.

“Como consultoria independente, nosso compromisso é com o cliente. Como enfatizamos, não temos nenhum vínculo com partidos políticos, sejam oposição ou situação”, disse Zara. A economista ainda destacou a diferença que tem com a situação do Santander: “Diferentemente dos bancos, que fornecem suas análises gratuitamente, nossos clientes nos pagam justamente por esse diferencial: a isenção, a independência”, afirmou.

Sobre suas projeções para possíveis mudanças no Brasil nos diferentes cenário políticos após as eleições, Zara foi sucinta em dizer que mesmo com a reeleição de Dilma é possível que o País mude. “Pode mudar, até se ela for reeleita, porém neste último caso, com menor probabilidade”, destacou a economista.

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Já no caso do que teria motivado a consultoria a falar sobre o governo, principalmente após o caso com o Santander, a especialista destacou a análise que é preciso ser feita e ressaltou a necessidade de cumprir o serviço para o qual é paga e de alertar seus clientes sobre o cenário que vivemos e que podemos ter no futuro.

“A crítica nasce espontaneamente quando se faz uma análise fria do desempenho dos últimos 4 anos e se faz as projeções da manutenção dos mesmos instrumentos para os próximos anos. É claro, sempre existe a chance de a situação rever essas políticas e fazer os ajustes necessários. Apenas alertamos os clientes sobre o que, hoje, parece mais provável”, completa Zara.