Renda média de quem frequenta shopping center no Brasil é de R$ 6.550

Quase 100% do público são das classes A, B e parte da classe C, revela estudo realizado pelo Ibope Inteligência

SÃO PAULO – Pesquisa realizada pelo Ibope Inteligência revelou que quase 100% dos consumidores que frequentam os shoppings centers são das classes A, B e de parte da classe C brasileira. E a renda média familiar desses clientes é de R$ 6.550,00 mensais, valor superior a renda média familiar do país, que é de R$ 3.160,00.

Sobre as classes sociais, o Ibope utiliza o critério de classificação econômica da Abep (Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa), que divide as famílias em classes A1 (renda média de R$ 12.926), A2 (R$ 8.418), B1 (R$ 4.418) e B2 (R$ 2.565). Já a classe C é dividida em C1 e C2, com renda média familiar bruta de R$ 1.541 e R$ 1.024, respectivamente.

O estudo ainda revelou que os shoppings centers do Brasil recebem diariamente 11 milhões de pessoas, que estão em busca de produtos, lazer, serviços e alimentação.

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Compras, passeio e alimentação
A pesquisa mostrou que as compras (40%) são o maior motivo para os clientes irem aos shoppings, seguido do simples desejo de passear (16%) e alimentação (15%). Entre os sexos, as mulheres são as principais frequentadoras (53%) dos shoppings.

Em relação à idade, a maioria dos frequentadores tem entre 17 a 24 anos (30%), seguidos pelos que possuem de 25 a 34 anos, 23%. Quanto mais velhos, menos interesse em shoppings, aparentemente. Cerca de 20% dos clientes têm entre 35 a 44 anos e 14% têm entre 45 e 54 anos. Apenas 13% do público possui 55 anos ou mais.

O fator conveniência
O veículo particular é o principal meio de locomoção utilizado para ir ao shopping. Entretanto, há uma parcela importante de consumidores, principalmente em regiões metropolitanas, que vai ao shopping a pé. “Isso evidencia claramente que a conveniência é um fator importante em regiões metropolitanas, onde o shopping desempenha um papel de equipamento comunitário multiuso e não apenas centro de compras”, diz o diretor de geonegócios do Ibope Inteligência, Antônio Carlos Ruótolo.