Segundo colunista

Renan discute saída de Dilma com tucanos, que falam em “trabalhar juntos”

Como contaram dois senadores que estiveram presentes na reunião, o presidente do Senado teria concordado com a tese de que a petista isolada e sem capacidade de reação não reúne condições para conduzir o país à superação da crise

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SÃO PAULO – Enquanto a manhã foi reservada para um encontro com o ex-presidente Lula e a tarde para outro com Dilma Rousseff — ambos com o objetivo de mostrar disposição ao diálogo com o governo –, a noite do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi com senadores tucanos na residência de Tasso Jereissati (PSDB-CE).

Conta o jornalista Josias de Souza que, na presença de Aécio Neves (PSDB-MG), José Serra (PSDB-SP), Aloysio Nunes (PSDB-SP), Antonio Anastasia (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), o peemedebista admitiu pela primeira vez participar da articulação política por uma saída constitucional que interrompa o mandato da presidente. Também estiveram no encontro o líder da bancada do PMDB, Eunício Oliveira (CE), e Romero Jucá (RR).

Os tucanos teriam manifestado pessimismo com relação à saída da crise com Dilma no poder, fizeram um apelo ao apoio dos peemedebistas ao impeachment e questionaram se Renan estudava manter o apoio à presidente. Como contaram dois senadores que estiveram presentes na reunião ao jornalista, o presidente do Senado teria concordado com a tese de que a petista isolada e sem capacidade de reação não reúne condições para conduzir o país à superação da crise. O alagoano teria contado ainda que uma pesquisa encomendada em seu estado aponta Dilma com taxa de 61% de péssimo.

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A mensagem que ficou do jantar é que, no auge da fragilidade do governo Dilma, PMDB e PSDB “vão trabalhar juntos para encontrar uma saída” para o país, conforme informou o jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira. “Essa é uma conversa de gente adulta preocupada com o país”, afirmou Eunício Oliveira. “Não viemos aqui derrubar o governo Dilma. Vamos buscar uma saída para a crise”. O encontro marcou sinalizações de disposição das lideranças dos dois partidos em iniciar de forma mais intensa consulta a líderes de outras legendas, não apenas no Senado, mas também na Câmara.