Renan Calheiros afirma que investigações não afetam relação com Lula e PMDB

Senador disse não temer que obstrução da pauta de votações da Casa possa prejudicar suas relações com o governo

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SÃO PAULO – O presidente do Senado, Renan Calheiros, afirmou nesta quarta-feira (8) que as investigações às quais está sendo submetido não afetaram sua relação com o PMDB e com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Renan afirmou que conversou com Lula por telefone na última terça-feira e disse não temer que a decisão do DEM e do PSDB de obstruir a pauta de votações da Casa possa prejudicar suas relações com o governo.

O presidente da Casa também disse que se reuniu nesta quarta com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com o presidente do PMDB, Michel Temer, para discutir as suspeitas de atraso nas votações surgidas a partir da abertura de inquérito contra ele no STF (Supremo Tribunal Federal).

Relator quer evitar atrasos

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O senador Renato Casagrande, um dos relatores do processo contra Calheiros no Conselho de Ética do Senado, defendeu a abertura de investigações separadas para a análise de novas denúncias contra o peemedebista.

Para Casagrande, reunir todas as acusações no mesmo processo poderá atrasar as investigações que já tiveram início no Conselho, referentes à denúncia de que Renan teria usado dinheiro da empreiteira Mendes Júnior para pagar pensão à jornalista Mônica Veloso.

Além desta denúncia, Renan é acusado de ter utilizado “laranjas” para a compra de um grupo de comunicação em Alagoas e de ter atuado como lobista junto ao INSS para beneficiar a cervejaria Schincariol depois que a empresa comprou uma fábrica de seu irmão, o deputado Olavo Calheiros, a preços acima do mercado.