Renan Calheiros afirma estar disposto a depor no Conselho de Ética

Presidente do Conselho encontra dificuldades para indicar um relator ao novo processo contra o senador

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SÃO PAULO – O presidente do Senado, Renan Calheiros, defendeu nesta quarta-feira (15) a quebra dos sigilos do usineiro João Lyra, que acusa o senador de ter firmado sociedade oculta com ele para a compra, através de “laranjas”, de uma empresa de comunicação em Alagoas.

Renan afirmou que o usineiro está “ressentido” por sair derrotado nas eleições para o governo do estado e resolveu direcionar sua artilharia para ele. “Eu quebrei meu sigilo, abri as minhas contas, era importante que esse João Lyra fizesse isso antes de dizer qualquer coisa. O que ele disser em relação a mim será sempre suspeito”, disse.

Depoimento

Renan disse estar tranqüilo em relação ao depoimento que Lyra prestará na próxima quinta-feira e deixou clara sua disposição em prestar depoimento ao Conselho de Ética do Senado na próxima semana, sobre o processo por quebra de decoro parlamentar, referente à acusação de uso de recursos da Mendes Júnior para o pagamento de despesas pessoais.

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Outra representação contra o senador, que já chegou ao conselho, vai investigar a acusação de que ele teria beneficiado a Schincariol junto ao INSS depois que a empresa comprou fábrica por preço acima do mercado de seu irmão, Olavo Calheiros.

Processo ainda sem relator

O presidente do Conselho de Ética do Senado, Leomar Quintanilha, encontra dificuldades para indicar um relator ao novo processo contra Renan. Depois de ter o seu convite recusado pelos senadores Renato Casagrande e Marisa Serrano, o senador Adelmir Santana também não aceitou o pedido de Quintanilha para assumir a relatoria.

O senador Almeida Lima, que relata o primeiro processo contra o presidente da Casa ao lado de Casagrande e Serrano, mantém sua disposição em assumir a nova relatoria sozinho. Lima, no entanto, é um dos principais aliados de Renan no Senado, o que gerou desconfianças da oposição sobre a sua indicação.