Renan Calheiros adia reunião da Mesa Diretora e revolta oposição

Decisão que causou tumulto entre os senadores descumpre o acordo fechado na última quarta com a base governista

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SÃO PAULO – O presidente do Senado, Renan Calheiros, decidiu adiar para a próxima terça-feira (17) a reunião da Mesa Diretora que vai decidir sobre os pedidos de documentos e novas perícias da Polícia Federal de seu próprio processo por quebra de decoro parlamentar.

A decisão de Renan, que causou tumulto entre os senadores, descumpre o acordo fechado na última quarta com a base governista de não obstruir a votação da LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias), se a Mesa Diretora encaminhasse sem falta nesta quinta o pedido de uma perícia aprofundada nos documentos do presidente do Senado.

Oposição critica a decisão

Após o anúncio do adiamento, o senador Tasso Jereissati, presidente do PSDB, afirmou que vai se reunir com vários partidos da oposição para montar uma estratégia de obstrução dos trabalhos. “(…) nos sentimos impedidos de continuar qualquer atividade legislativa, enquanto ele (Calheiros) presidir o Senado Federal”, disse.

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O senador José Agripino Maia também criticou a decisão. “Neste momento passa uma impressão que estão preparando uma gincana política”, afirmou. Agripino também disse que gostaria de ver o presidente do Senado dar pessoalmente as explicações necessárias sobre sua decisão.

Investigações em ritmo lento

O adiamento é mais uma medida para protelar as investigações contra Renan, acusado de receber recursos da Mendes Júnior para pagar aluguel e pensão para a jornalista Mônica Veloso. Os documentos apresentados por ele, numa perícia preliminar, apresentaram indícios de irregularidades.

A próxima reunião da Mesa ocorre um dia antes do recesso parlamentar, que vai até 1º de agosto. Nesse período, o ritmo de investigações do processo contra Renan deve cair, já que o Conselho de Ética não é obrigado a se reunir.