Relatores concluem que Renan Calheiros deve perder o mandato

Aliados do presidente do Senado já pediram vista ao texto, o que deverá adiar a votação do processo no Conselho de Ética

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SÃO PAULO – Os relatores Renato Casagrande e Marisa Serrano concluíram no relatório apresentado ao Conselho de Ética do Senado nesta quinta-feira (30) que o presidente da Casa, Renan Calheiros, quebrou o decoro parlamentar em pelo menos oito aspectos e, portanto, deve perder o mandato.

Já Almeida Lima, terceiro relator do processo aberto para apurar a denúncia de que o lobista Cláudio Gontijo, da construtora Mendes Junior, pagou despesas pessoais do senador e pertencente à base aliada de Renan, defendeu o arquivamento do processo.

Renan omitiu informações

Entre outras coisas, os relatores apontam que o presidente da Casa quebrou o decoro parlamentar ao omitir, deliberadamente, informações que poderiam ter relevância para as investigações.

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Para os relatores favoráveis à perda do mandato, a permanência de Calheiros na presidência do Senado seria “fator de inibição, de constrangimento e do uso do cargo de forma a configurar abuso de prerrogativa”.

A fim de reforçar o argumento, os relatores citaram o recente episódio em que o servidor Marcos Santini entregou o cargo que ocupava na Secretaria Geral da Mesa do Senado. Ele se disse pressionado psicologicamente pelos atos praticados a favor de Renan e com os quais não concordava.

Pedido de vista deve adiar votação

Após as leituras dos textos pelos relatores, o presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha, vai colocar o texto de Serrano e Casagrande em votação. No entanto, aliados de Renan já pediram vista ao texto, o que deverá adiar a votação do processo no Conselho.