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Rejeição ao establishment político cai em janeiro, mostra Ipsos

O instituto ouviu 1,2 mil entrevistados entre os dias 2 e 11 de janeiro, em 72 municípios de todo o País

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SÃO PAULO – Os principais nomes do establishment político tiveram uma trégua do eleitorado em janeiro. É o que mostra a mais recente edição do Barômetro Político Estadão-Ipsos, pela qual quase todos os nomes avaliados apresentaram recuo na taxa de desaprovação. Por outro lado, não foi vista melhora equivalente nos índices de aprovação. O instituto ouviu 1,2 mil entrevistados entre os dias 2 e 11 de janeiro, em 72 municípios de todo o País.

Conforme publicou o jornal O Estado de S. Paulo nesta terça-feira, a maior parte dos possíveis candidatos a presidente tiveram uma queda na desaprovação. O governador Geraldo Alckmin viu sua taxa recuar de 72% para 63%. A rejeição ao nome do ministro Henrique Meirelles (Fazenda) minguou de 75% para 63%, enquanto a do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ) foi de 44% para 37%. O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), por sua vez, viu sua desaprovação cair de 73% para 66%, ao passo que a taxa de Ciro Gomes recuou de 65% para 61%.

Até mesmo o ministro Gilmar Mendes viu sua reprovação recuar drasticamente: de 85% para 70%. No caso do presidente Michel Temer, o mesmo indicador caiu de 97% para 92%.

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Contrariando a tendência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve praticamente estáveis suas taxas de aprovação (44%) e desaprovação (54%). Vale ressaltar, no entanto, que o levantamento ocorreu antes da confirmação da condenação do líder petista em segunda instância, pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Na avaliação de Danilo Cersosimo, diretor da Ipsos, uma possível explicação para o aumento da taxa de desconhecimento dos eleitores em relação aos nomes levantados seria uma espécie de aumento do conformismo com os personagens que participarão da eleição ou ocuparão cargos de comando durante o pleito.