Vídeo

Reforma da previdência afastaria risco de calote, diz Zeina Latif

Economista-chefe da XP diz que o PSDB tende uma apoiar reforma da previdência; já estrategista-chefe da XP prevê Ibovespa a 58.000 pontos até o final do ano

(SÃO PAULO) – Em seus primeiros passos no governo, tanto o presidente em exercício Michel Temer (PMDB) quanto o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, têm se esforçado para demonstrar forte apoio a um ajuste das contas públicas que recupere a confiança dos investidores. Eles, no entanto, não têm sido muito explícitos em relação à forma como esse ajuste será feito. Para a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif, “o PMDB é um partido da política e só vai anunciar as coisas quando a negociação estiver em fase mais avançada.” Ela acredita que uma das medidas que pode ser anunciada em breve é a reforma da previdência, que seria emergencial porque hoje o Brasil gasta 11% do PIB com a previdência, um percentual igual ao de países com população muito mais velha, como o Japão. Zeina também diz que a reforma da previdência provocaria entre a população uma sensação menor de sacrifício que outras possíveis medidas de ajuste fiscal, como o aumento de impostos, porque uma mudança de regras no médio e no longo prazo já traria maior tranquilidade de curto prazo. “Se fizer uma reforma da previdência, afasta o medo de calote”, diz Zeina.

Já o estrategista-chefe da XP, Celson Placido, acredita que o governo Temer deve conseguir aprovar alguns avanços econômicos e projeta em seu cenário-base um Ibovespa em 58.000 pontos até o final do ano. Apesar de representar um potencial de valorização de cerca de 12% em relação a patamar atual, o que é um prêmio não tão dilatado em relação à renda fixa, Placido acredita que a Bolsa está atrativa para os investidores desde que eles saibam escolher os papéis que mais vão se beneficiar da melhoria do ambiente econômico com o novo governo. Entre as ações que mais agradam o estrategista-chefe da XP, estão as dos bancos privados (Bradesco e Itaú) e as da BM&FBovespa. Veja a seguir a entrevista: