Medidas em estudo

Redução da alíquota do IR, taxação de dividendo e reajuste do Bolsa Família: o que Temer estuda fazer após TSE

Governo estuda adotar diversas medidas para evitar avaliação de paralisia

SÃO PAULO – Prevendo manutenção da instabilidade política mesmo após a decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e tentando estancar a queda da sua já baixa popularidade, Michel Temer busca adotar medidas populares para mostrar que o governo não está paralisado e, com isso, evitar uma “sarneyrização” de sua gestão, segundo informam os jornais Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo.

De acordo com a coluna do Estadão desta segunda-feira, a estratégia do Planalto para mostrar que não está paralisado deverá ser a de adotar medidas com impacto na vida cotidiana das pessoas. Entre as ações imediatas, o governo estuda revisar a tabela do Imposto de Renda, podendo reduzir a maior alíquota cobrada de pessoa física de 27,5% para 18%, de forma a agradar a classe média. A compensação para a perda de receita viria na taxação de dividendos de pessoas jurídicas. “Sem ter sido debatida ainda pela equipe econômica, a ideia é do núcleo político do governo”, aponta a Coluna do Estadão.

Além disso, o pacote de bondades também inclui reajustar em 4,6% o Bolsa Família, com a decisão já sido tomada pelos ministros Osmar Terra (Desenvolvimento Social) e Dyogo Oliveira (Planejamento).

PUBLICIDADE

Na sexta-feira, logo após a decisão do TSE de absolver a chapa Dilma Rousseff-Michel Temer, a Folha de S. Paulo havia noticiado que Temer determinou a seus ministros que acelerem a implantação de medidas de estímulo ao emprego para tentar recuperar popularidade e respaldo político.

Temer determinou a seus ministros que acelerem a implantação de medidas de estímulo ao emprego para tentar recuperar popularidade e respaldo político. A cúpula do governo também deu uma orientação expressa ao BNDES para a adoção de políticas de crédito para alavancar pequenas e médias empresas. Encomendou também ao Ministério do Planejamento medidas de estímulo aos setores de habitação e serviços, por exemplo, que são potenciais geradores de emprego.

Sobre a redução da alíquota do IR, uma fonte da equipe econômica afirmou ao blog de Tháis Herédia, do G1. “Apesar de alguém da área política estar dando voz à forte redução da alíquota de imposto de renda, essa ideia não faz o mínimo sentido. Vale lembrar, inclusive, que, pela experiência internacional, a nossa faixa de inserção de imposto de renda já é muito elevada para o padrão do nosso mercado de trabalho. Mudar isso ainda traz impactos distributivos, aumentando a concentração de renda”, explicou a fonte.