Redes sociais são vistas como uma das instituições menos confiáveis, mostra Quaest

Pesquisa aponta que 57% dos brasileiros não confiam nas plataformas digitais; índice é maior entre jovens e moradores do Sudeste

Marina Verenicz

(Foto: dlxmedia.hu/Unsplash)
(Foto: dlxmedia.hu/Unsplash)

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As redes sociais perderam espaço na confiança popular e hoje estão entre as instituições menos confiáveis do país. É o que mostra uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (8) pela Genial/Quaest.

Os números indicam que 57% dos brasileiros dizem não confiar nas plataformas digitais, enquanto apenas 41% afirmam confiar nelas. O índice coloca as redes em penúltimo lugar entre as 13 instituições avaliadas, à frente apenas dos partidos políticos, em que 63% dos entrevistados não confiam.

Desconfiança atravessa o espectro político

Um dos dados mais relevantes do levantamento é que a desconfiança nas redes sociais é compartilhada por eleitores de Lula e Bolsonaro. Entre os que votaram em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições de 2022, 56% afirmam não confiar nas redes sociais. O mesmo percentual se repete entre os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mostrando que, nesse tema, a polarização política não se reflete nas percepções sobre as plataformas digitais.

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A desconfiança cresce ainda mais entre os que anularam, votaram em branco ou não compareceram às urnas no segundo turno: 63% desse grupo disseram não confiar nas redes sociais.

Jovens e Sudeste lideram

O recorte etário mostra que a desconfiança não diminui com a juventude. Pelo contrário: 59% dos brasileiros entre 35 e 59 anos e 57% dos que têm entre 16 e 34 anos não confiam nas redes. O grupo com mais de 60 anos apresenta um índice ligeiramente inferior, de 50%.

Regionalmente, o Sudeste concentra o maior índice de desconfiança: 60% dos entrevistados não confiam nas plataformas. Já nas regiões Nordeste e Sul, o percentual é de 53%, abaixo da média nacional.

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A pesquisa ouviu 12.150 pessoas entre os dias 13 e 17 de agosto, com margem de erro de dois pontos percentuais. O objetivo era medir a confiança da população em diferentes instituições, incluindo Igreja Católica, Forças Armadas, Polícia Militar, STF, imprensa, bancos, prefeitos, Congresso Nacional e redes sociais, entre outros.