Destaques da bolsa

Realização da Bolsa não “contamina”‘ estatais; expectativa pelo Datafolha sustenta ações

As ações preferenciais da Petrobras e Eletrobras mostram leve valorização nesta tarde, descolando da queda do Ibovespa; expectativa por pesquisa eleitoral ainda impulsiona os papéis

SÃO PAULO – As ações da estatais conseguiram manter certa distância do movimento de realização do Ibovespa visto na tarde desta sexta-feira (4), enquanto esperam por uma pesquisa eleitoral do Datafolha, que está programada para ser divulgada no sábado. A expectativa pela pesquisa foi uma das grandes responsáveis pela euforia do mercado vista nesta semana. Segundo coluna do jornalista Kennedy Alencar, o Planalto já trabalha com queda de Dilma Rousseff nas intenções de voto dos eleitores. 

A Petrobras (PETR3; PETR4) viu suas ações ordinárias cairem 1,00%, a R$ 14,90, enquanto as preferenciais subiram 0,26%, a R$ 15,44. Já a Eletrobras (ELET3; ELET6) viu seus papéis ordinários recuarem 1,91%, a R$ 7,18, enquanto os preferenciais avançaram 0,43%, a R$ 11,80. Banco do Brasil registrava alta de 0,90%, a R$ 23,57. O Ibovespa fechou com queda de 0,63%, a 51.081 pontos.

Por conta dos rumores sobre a pesquisa, os ativos das estatais acumularam ganhos na semana: ELET3 +13,97%; ELET6 +9,46%; PETR3 +2,81%; PETR4 +4,93% e BBAS3 +6,08%. No mesmo período, o Ibovespa sobe 2,64%. 

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O que o mercado está “comprando”?
Três pesquisas – duas sobre intenções de votos e uma sobre a popularidade do atual governo – deixaram o mercado euforico nos últimos dias. No dia 19 de março, o mercado especulava sobre a queda nas intenções de voto de Dilma Rousseff para uma reeleição em outubro. Neste dia, os papéis das estatais dispararam na Bolsa: PETR3 subiu 3,48%; PETR4, +2,85%; ELET3, +6,14%; ELET6, +2,66%; e BBAS3, +4,59%.

A pesquisa, que estava programa para ser divulgada naquela noite, só foi reportada na noite do dia seguinte. Mas contrário aos rumores, a pesquisa seguiu inalterada. Dilma seguiu com 43% das intenções de voto, enquanto Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) registraram 15% e 7%, respectivamente.

Na última quinta-feira, 27, foi divulgado uma segunda pesquisa, essa sobre a popularidade do atual governo e encomendada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria). A avaliação positiva saiu de 43% para 36%. Foi a primeira vez, desde julho do ano passado, logo após os protestos na rua, que a presidente interrompeu a trajetória ascendente da avaliação positiva. Os papéis da Eletrobras (ELET3, +9,84%, ELET6, +3,52%), Petrobras (PETR3, +7,55%; PETR4, +8,13%) e Banco do Brasil (BBAS3, +6,63%) dispararam no dia

Já agora, o mercado “compra” a expectativa de que uma pesquisa Datafolha, que está programada para ser divulgada no dia 5 de abril, mostre queda na intenção de votos para Dilma. De acordo com coluna do jornalista Kennedy Alencar, o Planalto já trabalha com essa possibilidade. Na última quarta-feira (2), quando iniciaram os rumores, subiram forte os ativos PETR3, +4,05%; PETR4, +4,75%; ELET3, +4,44%; ELET6, +5,89%; BBAS3, +4,17%.