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O governador do Paraná, Ratinho Jr., afirmou que o PSD não pretende realizar prévias ou eleições internas para definir seu candidato à Presidência da República em 2026. A apuração é do Painel, do jornal Folha de S. Paulo.
O governador afirmou ao jornal que a decisão passará por um processo de negociação interna e articulação política, conduzido pelo conselho da legenda, após o prazo de desincompatibilização dos governadores, previsto para o início de abril.
Atualmente, o PSD reúne ao menos três nomes com potencial para a disputa presidencial: o próprio Ratinho Jr., o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, que oficializou sua filiação ao partido nesta terça-feira (27).
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Para Ratinho, em relato à coluna, a definição não deve ocorrer por competição interna formal, mas por consenso. “Temos um conselho político no PSD que vai analisar a questão do nome. Será um processo com muito diálogo”, disse em entrevista à Folha.
Ratinho destacou que a chegada de Caiado ao partido foi resultado de uma articulação direta entre os dois. Segundo ele, a filiação fortalece o PSD no debate nacional. “Foi um processo construído a quatro mãos. Eu conversei com ele e o convenci a vir para o partido. É um governador bem avaliado e agrega muito”, afirmou, ao lembrar da convivência política entre ambos desde o período em que foram deputados.
O governador paranaense afirmou ainda que o foco da legenda, neste momento, não está na definição de candidaturas, mas na formulação de um projeto político comum. “Estamos maduros nesse sentido. O mais importante agora é construir um time e uma proposta que traga tranquilidade para o Brasil e segurança moral”, declarou ao jornal.
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Ratinho evitou enquadrar o movimento do PSD como uma tentativa explícita de estruturar uma “terceira via” distante do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e de Flávio Bolsonaro (PL), apontado como possível herdeiro político do bolsonarismo. Também não comentou diretamente a possibilidade de adesão de outros governadores ao projeto, como Romeu Zema (Novo).
Ainda assim, sinalizou abertura para alianças mais amplas no futuro. “Todos são bem-vindos na construção de uma nova alternativa para o Brasil”, afirmou. Para o mercado e observadores políticos, a estratégia indica que o PSD aposta em ampliar seu espaço de negociação no tabuleiro eleitoral antes de cristalizar um nome, preservando flexibilidade para alianças e acordos até a definição do cenário de 2026.