Radar: acompanhe algumas das principais oscilações na bolsa nesta sexta-feira

Ações da Embraer despancam com guidance para 2011; resultado da subscrição anima investidores da Telemar e BrT

SÃO PAULO – Com a revisão positiva do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano, o pregão desta sexta-feira (25) é de alta nos principais mercados acionários globais, a despeito da volta ao radar da crise da dívida na Europa. Desse modo, as bolsas em Wall Street avançam, e o Ibovespa supera os 68 mil pontos, com valorização de 0,84%. 

A última revisão do PIB dos EUA referente ao quarto trimestre apontou avanço de 3,1%, superando as projeções (+2,9%) e a prévia anterior (+2,8%). Já o deflator do PIB, que mede basicamente o custo de uma cesta de bens, registrou um avanço de 0,4%, em linha com o esperado. Já a confiança do consumidor medida pela Universidade de Michigan ficou um pouco abaixo do esperado (68 pontos), ao marcar 67,5 pontos. 

No cenário interno, destaque para a redução do ritmo da inflação medida pelo IPC-Fipe (Índice de Preços ao Consumidor), referente à penúltima semana deste mês, passando de 0,70% para 0,37%. 

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Embraer
O lucro líquido da Embraer (EMBR3, R$ 13,43, -4,75%) mostrou alta de 26,3% durante o quarto trimestre, para R$ 208,0 milhões, ao passo que a receita líquida e o Ebitda (geração operacional de caixa) cresceram 17,95% e 81,55%, respectivamente, na passagem trimestral. “A Embraer atingiu ou superou suas projeções anuais em todas as categorias para 2010″, afirmou a empresa em comunicado sobre os números.

No entanto, a projeção de entrega de aeronaves frustou os analistas do Citi e do BTG Pactual. A fabricante de aviões ainda divulgou seu guidance para 2011, ante estimativa de lucro operacional de R$ 696,3 milhões, receita líquida de R$ 9,3 bilhões, Ebitda de R$ 1,02 bilhão e US$ 500 milhões em investimentos. A estimativa de lucro ficou 1,56% acima do verificado em 2010, mas, com relação ao Ebitda e a receita líquida, houve queda de 4,64% e 1,03%, respectivamente, retrocesso que impacta diretamente no desempenho das ações.

Telemar
A Telemar (TMAR5, R$ 53,34, +2,09%) comunicou nesta manhã que terminou, na véspera, o prazo para o exercício de direito de preferência para subscrição de ações relativas ao aumento de capital. Foram subscritas, pelos acionistas com o referido direito, 46,97 milhões de ações ordinárias e 58,6 milhões de ações preferenciais, o que equivale a um valor total de R$ 5,97 bilhões, o que representou 49,7% do montante aprovado. 

Por parte da Tele Norte Leste Participações (TNLP4, R$ 28,00, +1,52%) foram subscritas 56,4 milhões de papéis ON e 28,4 milhões de PN, ou R$ 2,98 bilhões, 24,81% do montante máximo aprovado. Com o baixo nível de subscrição dos minoritários, os majoritários devem aumentar sua participação na empresa, o que abre espaço para futura reestruturação operacional. Com isso, as ações da Brasil Telecom (BRTO4, R$ 13,74, +4,89%), controlada da Oi, ganham fôlego neste pregão. 

 

Vale
Em nota enviada, Roger Agnelli, presidente da Vale (VALE3, R$ 53,05, +0,38%VALE5, R$ 47,03, +0,28%), declarou que não tem qualquer envolvimento com questões políticas sobre a escolha do diretor-presidente da mineradora, e que a decisão compete “exclusivamente aos acionistas controladores da empresa. O que tenho feito nos últimos dias é o mesmo que fiz ao longo de toda a minha carreira: trabalhar”, afirmou o executivo.

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Especulações em torno da companhia continuaram. De um lado, notícias de que o Governo estaria costurando um acordo com os demais acionistas controladores da empresa para negociar a saída de Agnelli do comando da mineradora continuaram a pontuar a imprensa. A iintenção é concluir o processo até 9 de abril – antes da viagem da presidente Dilma Rousseff à China -, segundo reportagem da Reuters.

A Vale ainda deverá anunciar nos próximos dias a participação na hidrelétrica de Belo Monte como autoprodutor, após reunião entre Roger Agnelli e representantes do consórcio responsável pelo projeto. A empresa terá uma participação de 9% após investir R$ 2,3 bilhões e substituirá a Gaia, do grupo Bertin. As informações são do jornal O Estado de São Paulo.

Bradespar
A Bradespar (BRAP4, R$ 42,03, -0,07%) anunciou seus números sobre o último trimestre de 2010, ano no qual a companhia alcançou o maior lucro líquido de sua história, impulsionado pelo resultado da Vale, que representa cerca de 94% dos investimentos da empresa. 

A companhia atingiu lucro líquido de R$ 515,7 milhões no período, uma alta de 300% contra o mesmo período do ano anterior. A receita operacional, que alcançou R$ 569,6 milhões no período de outubro a dezembro do ano passado, teve um avanço de 246,6%, na mesma base de comparação.

BR Foods 
Ainda na sequência da temporada de resultados trimestrais, a BR Foods (BRFS3, R$ 30,73, +1,12%) mostrou lucro líquido proforma nos três últimos meses de 2010 cerca de 16 vezes maior que aquele do mesmo período de 2009, para R$ 360,0 milhões. “Crescemos nos mercados interno e externo com eficiência, ganhos de escala e lucratividade, e alcançamos um resultado sem precedentes para uma empresa brasileira de alimentos”, afirmou José Antonio do Prado Fay, diretor-presidente da BRF.

AES Tietê
Já a AES Tietê (GETI4, R$ 24,06, +0,97%) mostrou uma evolução de 4,4% do lucro líquido em comparação entre os anos de 2009 e 2010. Já a receita líquida cresceu 5,1%, para R$ 1,75 bilhão, valor que foi impulsionado pelo reajuste de 5,17% no preço do contrato com a Eletropaulo (ELPL4, R$ 34,95, +1,13%), bem como pelo aumento no volume de energia vendida por intermédio de outros contratos bilaterais. A AES Tietê também anunciou a intenção de distribuir R$ 862,2 milhões para o pagamento de dividendos referentes ao ano de 2010, o qual deve ser aprovado em assembleia a ocorrer no dia 29.

PortX
Enquanto isso, a PortX (PRTX3, R$ 3,82, +1,33%) mostrou um lucro líquido de R$ 25,03 milhões em dezembro de 2010, com despesas gerais e administrativas de R$ 10,60 milhões e financeiras de R$ 12,7 milhões. Vale lembrar que a empresa é resultante da cisão parcial da LLX (LLXL3, R$ 4,73, +1,72%), e os papéis realizaram sua estreia na BM&F Bovespa no início de dezembro de 2010. A companhia ainda ressaltou que o capex do Superporto Sudeste, empreendimento que se iniciou em 2007, está estimado em R$ 1,8 bilhão, sendo que ainda falta aplicar R$ 1,28 bilhão nos anos de 2011 e 2012.

CSU, Cremer e Lopes Brasil
Destaque também para o aumento de 332,4% do lucro líquido da CSU (CARD3, R$ 5,04, +3,92%) no último trimestre de 2010 sobre o de 2009, com R$ 9,33 milhões, ao passo que a Cremer (CREM3, R$ 15,45, -0,71%) mostrou uma queda do lucro de 67,7% na mesma comparação, redução que foi acompanhada pela receita líquida e Ebitda, os quais decresceram em 6% e 27,9%, respectivamente. Por fim, a LPS Brasil (LPSB3, R$ 39,20, +4,70%) lucrou R$ 53,1 milhões e registrou um Ebitda de R$ 60,4 milhões, valores 88% e 18,4% maiores que aqueles nos mesmos meses de 2009.

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Lupatech
A Lupatech (LUPA3, R$ 13,82, +0,95%) anunciou a contratação de financimento de R$ 70 milhões junto ao Bradesco, por meio do Programa Progredir. Em nota, a empresa comunicou que os os recursos serão utilizados para os investimentos de capital e obrigações financeiras.