AO VIVO Primo Rico propõe desafio de 21 dias com lições sobre dinheiro e investimentos; assista à live desta sexta

Primo Rico propõe desafio de 21 dias com lições sobre dinheiro e investimentos; assista à live desta sexta

Ocupando a Fazenda

Quem pode substituir Mantega se Dilma for reeleita? Confira os nomes mais prováveis

Otaviano Canuto, Nelson Barbosa e Henrique Meirelles foram apontados como os nomes mais prováveis para substituir o atual ministro da Fazenda, mas outros nomes são sondados

SÃO PAULO – Inflação perto dos 7%, crescimento de 1%. As projeções de uma “goleada de 7 a 1” parecem cada vez mais próximas de se concretizarem em 2014.

Soma-se a isso o cenário de deterioração das contas públicas e a balança comercial deficitária, o rebaixamento da nota soberana do Brasil pela Standard & Poor’s em março e a revisão da perspectiva da nota de estável para negativa pela Moody’s, quadro de recessão técnica, queda da atividade industrial, dentre tantos outros problemas, quem receber o mandato das mãos da presidente Dilma Rousseff terá que enfrentar um cenário bastante desafiador pela frente.

Mas se for a própria presidente que terá que enfrentar os desafios da economia brasileira? Um dos campos de maior fragilidade do atual governo, a atual presidente enfrentará grandes questões e debates acirrados sobre a sua gestão. E, para os próximos anos, os mais otimistas esperam que haja um ajuste fiscal ou pelo menos uma sinalização na mudança da condução da política econômica para o Brasil.

PUBLICIDADE

Como Dilma já sinalizou, um dos nomes do seu governo, o ministro da Fazenda Guido Mantega, não ficará em um eventual segundo mandato da presidente, o que aumentou ainda mais as especulações sobre quem o substituirá na pasta. Confira os principais nomes:

Nelson Barbosa

Nelson Barbosa

Após ter deixado o cargo de secretário executivo da fazenda em junho de 2013 em meio a um possível atrito com o governo – apesar do comunicado oficial destacar que foram por motivos pessoais – Nelson Barbosa é um dos mais atuantes elaboradores do programa econômico de governo de Dilma Rousseff. 

Barbosa estava no governo desde 2003 e fazia parte das equipes do ministro da fazenda Guido Mantega, também ocupando as secretarias de Acompanhamento Econômico – entre 2007 e 2008 – e de Política Econômica – entre 2008 e 2010. Sua demissão gerou uma série de controvérsias, em meio a tensões políticas e pessoais entre ele e o ministro Mantega. 

O ex-secretário executivo da Fazenda e professor da FGV colabora intensamente para o programa da petista e é tido como um dos favoritos para substituir o atual ministro da fazenda. Em suas últimas declarações, Barbosa mostrou otimismo e destacou que a recuperação brasileira começará a partir do segundo semestre do ano que vem, mas sem ser tão evidente no próximo período.

“A partir do segundo semestre do ano que vem a economia brasileira já estará em uma rota de aceleração do crescimento e de redução da inflação. Acho que pode ter uma recuperação, se tudo der certo, de 4% em 2016, até por base de comparação, efeito estatístico. Quando se parte de uma base baixa, a economia se recupera mais rápido”, afirmou em meados de junho, em Seminário realizado pela FGV. 

Otaviano Canuto

Otaviano Canuto

Otaviano Canuto, assim como Nelson Barbosa, vem sendo um dos nomes mais cotados para ser o substituto de Mantega na Fazenda. O atual assessor sênior para economias em desenvolvimento do Banco Mundial já foi secretário de assuntos internacionais do Ministério da Fazenda e professor da USP e UNICAMP. 

Ele não se pronuncia sobre os rumores de que poderia assumir o ministério da fazenda, mas volta e meia há rumores de que ele pode ser o novo ministro.

Canuto, antes de trabalhar como assessor sênior no Banco Mundial, atuou como vice-presidente do banco e head do PREM (Poverty Reduction Network), uma divisão de  mais de 700 economistas e outros profissionais que trabalham na política econômica, redução da pobreza, igualdade de gênero e trabalho analítico para os países clientes. Ele também atuou como diretor executivo do Conselho de Administração do Banco Mundial entre os anos de 2004 e 2007.

Henrique Meirelles

 

Henrique Meirelles ex-presidente do BC

Henrique Meirelles é um executivo que fez carreira no setor bancário brasileiro, ganhando destaque nacional como presidente do Banco Central no governo Lula, entre os anos de 2003 e 2011. Ingressou em 1974 no Bank of Boston tornou-se presidente do ramo brasileiro da instituição em 1984.

Depois da criação do BankBoston Corporation, mudou-se para Boston, nos Estados Unidos e assumiu o cargo de CEO em 1996. Ele encerrou a sua carreira em 2002 e iniciou a sua trajetória política ao se candidatar a deputado federal em 2002 do estado de Goiás, obtendo 183 mil votos e sendo o mais votado no estado, o que chamou a atenção de Lula para chamá-lo a ocupar o cargo de presidente do BC.

PUBLICIDADE

Atualmente, Meirelles é filiado ao PMDB e foi cogitado para assumir o ministério da Fazenda em um eventual segundo governo Dilma por sua proximidade com o mercado financeiro

Os menos prováveis 

Joaquim Levy
Em maio, uma matéria do Relatório Reservado apontava para vários nomes para substituir Mantega. Dentre eles, estava o diretor-superintendente da administradora de investimentos do BRAM (Bradesco Asset Management), Joaquim Levy.  

Segundo apontou uma notícia do Relatório Reservado de maio, ele seria um dos cotados e era bem visto pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva. Levy foi secretário do Tesouro no governo Lula e secretário da Fazenda do Rio de Janeiro, no governo de Sérgio Cabral. 

Aloizio Mercadante
Aloizio Mercadante, atual ministro da Casa Civil, também chegou a ser cogitado como ministro da Fazenda. Ele se formou na mesma faculdade de Dilma que chegou a cursar o mestrado – a Unicamp – tendo boa circulação política e conversa com o empresariado.

Mercadante foi um dos fundadores do PT, em fevereiro de 1980 e vice-presidente do partido entre 1991 e 1999, foi senador por São Paulo entre 2003 e 2010 e, entre 2011 e 2012 foi ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil. Em 2012, tornou-se ministro da Educação e, em 2014, tornou-se ministro da Casa Civil. 

Luciano Coutinho 
Luciano Coutinho é presidente do BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social). Até assumir a presidência do banco de fomento, era sócio da LCA Consultores. 

Coutinho é doutor em Economia pela Universidade de Cornell, nos EUA, e professor convidado da Unicamp. Seus estudos acadêmicos sempre tiveram como principais temas a política industrial e o lado real da economia.

PUBLICIDADE

Luís Gonzaga Belluzzo
Um dos conselheiros mais ativos de Dilma, Luís Gonzaga Belluzzo é um dos principais pais do Plano Cruzado e é professor titular da Unicamp. Fundador da Facamp, também foi membro do Conselho Diretor da Fesp (Fundação Escola de Sociologia e Política). 

Além destes nomes, outros foram considerados, como turma dos conselheiros ( e ex-conselheiros) da Petrobras (PETR3;PETR4): Fabio Barbosa, Jorge Gerdau e Roger Agnelli. O empresário Abilio Diniz e Josué Gomes da Silva, empresário e filho de José de Alencar, que foi vice-presidente durante o governo Lula, também foram apontados, mas também são nomes menos prováveis.