Na televisão

Quem faz campanha contra a Previdência são os poderosos, não os pobres, diz Temer

"Quem faz a campanha dos chamados pobres na verdade está fazendo a campanha dos poderosos, porque são eles que têm capacidade de mobilização e agitação"

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Em entrevista à RedeTV!, o presidente Michel Temer afirmou que quem está fazendo campanha contra a reforma da Previdência são os “poderosos”, e não os mais pobres. Segundo ele, são as pessoas que ganham mais de R$ 15 mil e que tinham menos anos para se aposentar que estão fazendo esta resistência.

“Parece que quem está fazendo campanha contra são os mais vulneráveis. Não é verdade. Quem está fazendo campanha são aqueles que ganham R$ 20 mil, R$ 15 mil, R$ 16 mil, que tinham cinco anos a menos para se aposentar”, afirmou. “Quem faz a campanha dos chamados pobres na verdade está fazendo a campanha dos poderosos, porque são eles que têm capacidade de mobilização e agitação”, continuou.

Questionado se o governo tem garantidos os 308 votos necessários para aprovar a reforma da Previdência em plenário, Temer foi direto: “Aí isso eu não sei, eu não sei”. “Até hoje eu posso dizer a você o seguinte: faz um ano, menos de um ano, que eu estou no governo, oito meses como efetivo, nós não perdemos uma votação no Congresso Nacional”, afirmou o presidente.

PUBLICIDADE

Ele voltou a afirmar que, se a reforma não for feita hoje, “amanhã não vai haver 10% [do Orçamento] para investimento e, se for depois de amanhã, não vai ter como pagar aposentadoria e salário”.

Temer também reconheceu que o enfrentamento do líder de seu partido no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é um problema para sua administração, mas disse que ele não consegue tirar votos do governo. “Conseguir votos ele não consegue”, disse.

Sobre a reforma trabalhista, Temer criticou as pessoas que afirmam que ela retirou direitos. “Você sabe que fala-se por exemplo, que a reforma trabalhista retirou direito dos trabalhadores e eu vejo: ‘Que pena, ninguém lê a Constituição brasileira'”, disse.

“Se as pessoas lessem, o artigo 7° da Constituição Federal, verificariam duas coisas. Primeiro que lá há cerca de 34 ou 35 incisos que dizem a respeito dos direitos dos trabalhadores”, continuou o presidente. “Não é a lei quem dá o direito, quem dá o direito é a Constituição”, afirmou.