Novo ministro

Queiroga pede união, destaca SUS e diz que medidas simples podem evitar paralisação da economia

Ao lado de Eduardo Pazuello, novo ministro da Saúde diz que "sozinho" não vai fazer "nenhuma mágica"

O cardiologista Marcelo Queiroga, escolhido novo ministro da Saúde (Foto: divulgação)

SÃO PAULO – Escolhido para substituir o general Eduardo Pazuello no comando do Ministério da Saúde, Marcelo Queiroga disse, nesta terça-feira (16), que sozinho não conseguirá “fazer mágica” no enfrentamento à pandemia do novo coronavírus e pregou união de esforços em um momento de recrudescimento da crise sanitária, com os mais elevados registros de casos, internações e mortes pela doença no país.

Em pronunciamento ao lado de Pazuello, Queiroga destacou a importância do Sistema Único de Saúde (SUS), mencionou o papel relevante de “evidências científicas” na formulação de políticas para frear o avanço da Covid-19 e defendeu a adoção de medidas simples de bloqueio da transmissão do vírus Sars-CoV-2, como o uso de máscaras de proteção facial e a higienização frequente das mãos.

“Fui convocado pelo presidente Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde. Sei a grande responsabilidade que tenho, sei que sozinho não vou fazer nenhuma mágica e não vou resolver os problemas da saúde pública que nós temos”, afirmou.

“Mas tenho certeza que nós teremos a ajuda dos brasileiros para executar as políticas públicas do interesse da população, e, com isso, ter um resultado mais desejável no enfrentamento da pandemia da Covid-19 e nas outras situações de saúde pública que afetam nossa sociedade”, complementou.

O médico cardiologista afirmou que o SUS, criado pela Constituição Federal de 1988, “é a grande arma que temos para enfrentar não só a pandemia da Covid-19, mas todos os males que afetam nossa saúde”.

Durante sua fala, Queiroga fez um gesto a secretários estaduais e municipais de saúde e disse que a pasta está “muito empenhada” em trabalhar de maneira “harmônica” e “em parceria” com os entes subnacionais para melhorar a condição de assistência nas unidades hospitalares e no processo de vacinação da população, apontado por ele como a principal estratégia para conter a circulação do vírus.

“No momento, vivemos uma nova onda da pandemia, com muitos óbitos, que é preciso melhorar a qualidade de assistência em cada um dos nossos hospitais, sobretudo nas unidades de terapia intensiva, no enfrentamento às síndromes respiratórias agudas graves”, disse.

O novo ministro também enalteceu o trabalho científico produzido no Brasil e disse que sua gestão irá trazer novas contribuições, “sempre baseado no melhor da evidência científica”, além do reforço de medidas já postas em prática, sem entrar em muitos detalhes.

Ao final do breve discurso, Queiroga conclamou a população a usar máscaras de proteção facial e álcool gel para higienizar as mãos. Nas palavras dele, tais medidas podem evitar a necessidade de medidas restritivas e garantem a preservação da atividade econômica.

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“Com essas medidas podemos evitar ter que parar uma economia de um país. É preciso unir os esforços de enfrentamento à pandemia com a preservação da atividade econômica para garantir emprego, renda e recursos para que as políticas públicas de saúde tenham consecução”, concluiu.

Um pouco antes da fala de Queiroga, o ministro Eduardo Pazuello buscou reforçar a ideia de continuidade da gestão da pasta e de uma transição tranquila. “Temos um planejamento de passagem de função de cada secretaria e cada função específica do ministério, para que ele conheça tudo como funciona”, disse.

“Não é uma transição, é um só governo. Continua o governo Bolsonaro, continua o ministro da Saúde. Troca o nome de um oficial-general, que estava aqui organizando a parte operacional, a gestão, a liderança, a administração, e agora vai chegar um médico, com toda sua experiência na área de saúde, para poder ir além. Estamos somando neste momento, não dividindo, não separando”, reforçou.

Queiroga e Pazuello devem ir nesta noite ao Rio de Janeiro (RJ) para participar do primeiro encaminhamento de remessa das vacinas desenvolvidas pela universidade de Oxford em parceria com o laboratório AstraZeneca produzida em território nacional, pela Fiocruz, para todos os estados do país.

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