Baixas no banco

Quatro analistas foram demitidos pelo Santander após informe sobre Dilma, diz Folha

Em fala no final de julho, o presidente do conselho do Santander, Emilio Botín, confirmou que uma pessoa foi demitida após o informe; teor dos comentários provocaram reação do Palácio do Planalto e do PT

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SÃO PAULO – O Banco Santander (SANB11) demitiu quatro funcionários – e não apenas um – após a divulgação do polêmico informe a clientes relacionando a reeleição de Dilma Rousseff a uma possível piora da economia brasileira, de acordo com informações do jornal Folha de S. Paulo.

Porém, de acordo com fala de Marcos Madureira, vice-presidente de comunicação, marketing, relações institucionais e sustentabilidade do banco à Folha, não houve e nem seria aceito qualquer tipo de pressão externa para adotar as medidas tomadas. O executivo não falou sobre o número de demitidos apurado pela Folha, mas afirmou que foram dispensados por “desrespeitar” o código de conduta interno, que proíbe funcionários de se posicionar com conteúdo político ou partidário em nome do banco. 

Segundo a Folha, os quatro demitidos eram da área Select, sendo um não identificado. E, segundo informou a Exame, uma era a superintendente Sinara Polycarpo Figueiredo, o outro, Eduardo Correia, gerente comercial da equipe que fez o relatório, e a analista que escreveu o texto também foram responsabilizados pelo Banco. Vale ressaltar que Sinara falou à revista Exame, destacando: “minha trajetória é impecável e bem-sucedida. Portanto, jamais poderá estar associada a qualquer polêmica”. 

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Em fala no final de julho, o presidente do conselho do Santander, Emilio Botín, confirmou que uma pessoa foi demitida após o informe. O teor dos comentários provocaram pronta reação do Palácio do Planalto e do PT, partido da presidente, o que levou o Santander Brasil a publicar uma nota com pedido de desculpas.