Risco à democracia?

“Quando você senta na cadeira é muito diferente”, diz gestor sobre discurso de Bolsonaro

Gestores da AZ Quest acreditam que Bolsonaro não tem "capacidade de agredir a democracia"

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SÃO PAULO – Faltando quatro dias para o segundo turno das eleições, o sentimento dos eleitores está à flor da pele. Em um cenário de polarização, as pessoas tendem a ser totalmente a favor de um candidato e completamente contra o outro. Mas como as pessoas que administram o dinheiro de terceiros enxergam isso? E mais: Jair Bolsonaro (PSL) pode realmente representar um risco à democracia?

Sergio Silva, gestor na AZ Quest, afirma que “é uma coisa muito diferente quando você senta na cadeira, efetivamente toca o dia a dia e sente a responsabilidade do cargo”. Ele lembra que foram os temas polêmicos que fizeram com que Bolsonaro tivesse uma votação expressiva no primeiro turno, mas destaca que caso assuma a presidência, o candidato do PSL deve adotar uma postura mais “comportada”.

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Alguns exemplos disso, por exemplo, são as recentes declarações do filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, de seu vice Mourão e de Paulo Guedes, em que Bolsonaro “colocou a bola no chão para direcionar da melhor forma as coisas”.

Na opinião de Bernardo Zerbini, também gestor na AZ Quest, apesar das declarações polêmicas de Jair Bolsonaro, não é provável que ele seja uma “ameaça democrática”. “Acho que muita coisa foi da boca para fora. O Bolsonaro vai ter um capital político bem forte à medida que for presidente, vai ter que saber lidar com o Congresso e vai ter que ser um cara um pouco mais comedido”, disse em entrevista ao programa Papo com Gestor.

Zerbini explica que alguns gestores de fundos gostam de analisar o candidato do PSL com duas agendas: uma econômica –  que ele deixará para Paulo Guedes – e a outra relacionada aos assuntos mais polêmicos. “Acreditamos que junto com o Congresso, Bolsonaro não tem essa capacidade de agredir a democracia”, diz.

Apesar de ponderado, o gestor reconhece que existem alguns riscos, principalmente o de como Bolsonaro vai lidar com o insucesso, por exemplo, ao ser impedido pelo Congresso de seguir com algumas de suas propostas –  como a de desaparelhar o Estado, diminuir os ministérios etc.

“De qualquer forma, mesmo com a agenda econômica sendo tocada, se ele começar a ferir a democracia ou a instituição, essas coisas vão se comunicar em algum momento. Então eu deixaria de ter visões construtivas, porque a agenda mudaria e o Congresso teria que trabalhar em uma mais negativa do que positiva, caso o ruído seja muito alto”, afirma. Confira a matéria completa aqui. 

Zerbini e Silva, ambos com mais de 20 anos de experiência no mercado, têm apresentado uma ótima rentabilidade na estratégia de multimercados da gestora: o AZ Quest Multi Max FIC FIM, que acumula uma performance de 192% do CDI desde sua criação, em fevereiro de 2017.

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O fundo possui um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 273 milhões e está aberto para aplicações na plataforma da XP Investimentos, com investimento inicial de R$ 25 mil – para abrir uma conta na XP, clique aqui.

Agora você pode acompanhar o Papo com Gestor também no Spotify! Clique aqui para ouvir o programa ou faça o download pelo player abaixo: