Qual candidato à presidência norte-americana mais beneficiará o Brasil?

Sob democratas ou republicanos, analistas consultados pela InfoMoney opinam sobre a relação Brasil-EUA

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SÃO PAULO – A liderança do governo norte-americano mudará de mãos em 2009. George W.Bush deixa o cargo depois de oito anos de governo republicano na Casa Branca e a briga pela sucessão já agita o cenário político entre democratas e republicanos.

A chamada “Superterça” nesta semana ajudou na definição do candidato do lado da atual administração. O veterano da guerra do Vietnã, John McCain, consolidou a liderança entre os republicanos, mas a fixação do candidato democrata promete ser acirrada.

Pelo lado democrata, enquanto a senadora Hillary Clinton venceu nos estados com mais delegados, como a Califórnia, Barack Obama ganhou no maior número deles, o que conferiu uma ligeira superioridade à ex-primeira dama, mas manteve a disputa indefinida.

E o Brasil?

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Nos últimos meses os eleitores nos EUA debatem amplamente as opiniões sobre os temas mais importantes da vida norte-americana, como a guerra no Iraque e a desaceleração da economia. E o Brasil?

“Na pré-campanha nada foi debatido sobre a América Latina ou Brasil”, afirma Ricardo Ribeiro, analista político da MCM Consultores. Para ele, o mais próximo que a discussão pode chegar é no eleitorado imigrante do México. Não somos preferência na pauta.

Nos dois mandatos de Bush, a conversa mais intensa deu-se sobre o desenvolvimento de pesquisas e do mercado de etanol. Muito alarde. A tarifa de importação do etanol brasileiro nos EUA continua, enquanto pesquisadores estudam as melhores maneiras de criar um mercado produtor e consumidor internacional.

Protecionismo

“A relação do futuro presidente com a América Latina deve continuar no nível de baixa prioridade”, explica Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Barbosa, que também foi embaixador do Brasil em Washington de junho de 1999 a março de 2004, acredita ainda que dependendo da situação da economia norte-americana, o lado protecionista pode ser intensificado, independentemente do presidente.

“Isso deve afetar as nossas exportações para os EUA e, se mantidos os níveis dos subsídios, para terceiros mercados”, afirma. E, como o foco principal é a situação econômica interna, como o emprego e a previdência, o Brasil fica definitivamente de fora das páginas iniciais da agenda política.

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