Conexão Brasília

Quais são os efeitos políticos e sociais esperados da intervenção federal na segurança do Rio de Janeiro?

Excepcionalmente nesta sexta-feira, o programa Conexão Brasília será transmitido a partir das 16h40; acompanhe

SÃO PAULO – A intervenção federal na segurança pública do Estado do Rio de Janeiro, iniciada nesta semana com autorização do Congresso Nacional, deslocou a agenda governista do ajuste fiscal, em um momento em que a reforma da Previdência naufragava pela falta de votos entre os deputados, para a pauta da segurança pública, uma das principais demandas de boa parte dos brasileiros.

Com o pano de fundo da ainda nebulosa disputa eleitoral, crescem as especulações em torno dos interesses específicos do presidente Michel Temer com a iniciativa e até os possíveis efeitos das medidas sobre a corrida ao Palácio do Planalto.

O Rio de Janeiro não é o estado brasileiro com os piores índices de violência, assim como já foi alvo de outras iniciativas militares (não exatamente da natureza da atual, é verdade), incapazes de oferecer uma perspectiva alentadora a um problema crônico de boa parte do país no longo prazo. Ainda assim, o estado agora conviverá com tropas das Forças Armadas nas ruas até o fim de dezembro, sob a promessa de maior tranquilidade à população.

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Mas qual seria a eficácia deste tipo de iniciativa? O que se espera de efeitos para o curto prazo na segurança pública do Rio de Janeiro e estados vizinhos? É possível vislumbrar algum efeito de longo prazo? Quais são os riscos da operação? O que os especialistas dizem acerca da estratégia adotada? Até que ponto Michel Temer pode conquistar capital político com a ofensiva contra as organizações criminosas?

Para responder a essas e outras perguntas, o programa Conexão Brasília recebeu Daniel Cerqueira, técnico de planejamento e pesquisa do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada), coordenador do Atlas da Violência e conselheiro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Assista a íntegra da entrevista: