Quaest: Avaliação negativa de Lula sobe para 43%, com piora da percepção da economia

Pesquisa indica aumento da insatisfação com o governo e mostra que quase metade dos eleitores vê terceiro mandato pior que os anteriores

Marina Verenicz

Publicidade

A avaliação negativa do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registrou alta na nova rodada da pesquisa Genial Quaest divulgada nesta quarta-feira (11). Segundo o levantamento, 43% dos eleitores classificam a gestão de forma negativa, ante 39% na sondagem realizada em fevereiro.

Ao mesmo tempo, a parcela que avalia o governo de forma positiva permanece menor. Atualmente, 31% dos entrevistados dizem ter uma visão favorável da administração petista.

O levantamento indica uma piora na percepção pública do terceiro mandato do presidente, movimento que ocorre paralelamente ao aumento da avaliação negativa do governo.

Continua depois da publicidade

Comparação com mandatos anteriores

A pesquisa também perguntou aos eleitores como o atual governo se compara às duas primeiras gestões de Lula. Para 47% dos entrevistados, o desempenho do presidente está pior do que nos mandatos anteriores. Já 21% afirmam que o atual governo é melhor que os anteriores.

Entre eleitores que se identificam com o bolsonarismo, a avaliação crítica é ainda mais forte. Nesse grupo, 88% consideram que o terceiro mandato é pior que os dois primeiros.

A percepção negativa também avançou entre eleitores que não se identificam claramente com um dos polos políticos. Entre os chamados independentes, 51% dizem agora que o atual governo é pior do que as gestões anteriores de Lula. No levantamento anterior, esse percentual era de 43%.

O movimento indica que a deterioração da avaliação do governo não está restrita apenas aos eleitores alinhados à oposição.

Percepção econômica

A pesquisa também mostra deterioração na percepção da economia. Para 48% dos entrevistados, a situação econômica do país piorou ao longo dos últimos 12 meses.

No levantamento anterior, realizado em fevereiro, 43% tinham essa mesma avaliação. Já 24% afirmam que a economia melhorou no período.

Continua depois da publicidade

A pesquisa Quaest ouviu 2.004 eleitores entre os dias 6 e 9 de março. As entrevistas foram realizadas de forma domiciliar em diferentes regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.