Quaest: 49% aprovam Lula e 47% desaprovam, variação fica dentro da margem de erro

Avaliação do governo segue estável, com leve recuo na percepção positiva e aumento da negativa, ambos dentro do intervalo estatístico

Marina Verenicz

3 dez. 2025 - Lula na cerimônia alusiva à entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB). Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República
3 dez. 2025 - Lula na cerimônia alusiva à entrega da Carteira Nacional Docente do Brasil (CNDB). Foto: Ricardo Stuckert/Presidência da República

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A aprovação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) segue praticamente inalterada e continua dentro da margem de erro, segundo a mais recente rodada da pesquisa Quaest, divulgada nesta quarta-feira (14). Segundo o levantamento, 49% dos entrevistados afirmam aprovar a gestão do petista, enquanto 47% dizem desaprovar.

Na comparação com o mês anterior, o cenário mostra estabilidade. Em dezembro, a aprovação era de 48% e a desaprovação, de 49%. As variações observadas agora permanecem dentro da margem de erro de dois pontos percentuais, indicando que o apoio ao governo não apresentou mudança estatisticamente relevante no período.

A pesquisa também avaliou a percepção geral sobre a administração federal. Para 39% dos entrevistados, o governo Lula é considerado negativo, ante 38% no levantamento anterior, oscilação igualmente dentro da margem de erro.

Já a avaliação positiva recuou de 34% para 32%, mantendo o mesmo padrão de estabilidade estatística. O percentual dos que classificam o governo como regular não foi destacado como fator de inflexão no quadro geral.

Os dados reforçam um cenário de divisão do eleitorado no início do ano eleitoral, com dificuldade do governo em ampliar sua base de aprovação e sem avanço claro na redução da rejeição. O equilíbrio entre os indicadores sugere que mudanças mais significativas na percepção do governo dependem de fatores externos ao ciclo imediato de avaliação.

O levantamento ouviu 2.002 pessoas em entrevistas presenciais realizadas entre os dias 8 e 11 de janeiro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-00835/2026.

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