Contando os danos

PT vê cenário trágico e estima perder controle de 50 mil cargos com 350 prefeituras a menos

Diagnóstico da cúpula do partido é que o PT vive um cenário “trágico”, como se tivesse recebido um “tiro no peito”

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SÃO PAULO – Em reunião de cúpula na última quarta-feira (5), o PT fez uma avaliação sobre o resultado das eleições de 2016, no qual saiu como maior derrotado. O PT, que em 2012, havia conquistado 638 prefeituras, caiu para 256 cidades e passou a ser o décimo colocado no ranking dos partidos.

De acordo com o jornal O Estado de S. Paulo, a reunião da Executiva da legenda teve momentos de tensão.  Markus Sokol, da tendência O Trabalho, sugeriu a renúncia da direção, mas a proposta nem chegou a ser votada, sob o argumento de que não é hora de o partido tomar medidas precipitadas. O diagnóstico foi o de que o PT vive um cenário “trágico”, como se tivesse recebido um “tiro no peito”.

Rui Falcão, atual presidente do PT, afirmou que não há empecilho para a mudança. O mandato da cúpula termina em novembro do ano que vem, mas será encurtado. Uma ala do partido quer que Lula, mesmo alvejado pela Operação Lava Jato, assuma a direção. Mas o próprio ex-presidente resiste. 

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Já a Folha de S. Paulo destaca que números desoladores para o partido circulam em reuniões internas. Sem o governo federal e com cerca de 350 prefeituras a menos, o PT projeta um cenário em que até 50 mil pessoas que ocupavam cargos comissionados nas máquinas administradas pelo partido perderão os postos em 2017, quando a sigla deixará grandes estruturas como a Prefeitura de SP. 

Segundo a coluna Painel, os petistas avaliam que a derrocada no Sudeste — principalmente em São Paulo — era prevista. Porém, lamentam que nem no Nordeste, de onde o partido esperava tirar forças para se reerguer, o cenário foi bom.