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Eleições

PT pode ser vítima do seu próprio sucesso, diz Financial Times

A publicação britânica destaca que, apesar da série de protestos populares e dos problemas econômicos, Dilma vai para o segundo turno na disputaa; por outro lado, Marina aparece como uma "séria rival"

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SÃO PAULO – Em reportagem especial sobre as eleições presidenciais no Brasil, o jornal britânico Financial Times destacou a acirrada disputa entre Dilma Rousseff e Marina Silva, ambas com trajetórias “admiráveis”, como já foi ressaltado pelo próprio jornal em outras oportunidades. 

O texto destaca que, apesar da série de protestos populares e dos problemas econômicos, Dilma vai para o segundo turno na disputaa; por outro lado, Marina aparece como uma “séria rival”. 

E, segundo a publicação, o PT pode ser a “vítima do seu próprio sucesso”, ressaltando a perda de popularidade da presidente antes da Copa do Mundo e em junho de 2013, quando protestos por melhores serviços públicos e educação encheram as ruas das cidades brasileiras, além de citar as denúncias de corrupção como que envolvem a Petrobras. 

O FT destaca: “a nova classe média baixa do Brasil está desiludida com os serviços públicos. Hospitais de má qualidade e escolas em estado deplorável, assim como a corrupção endêmica e as preocupações sobre a economia podem sinalizar tempos mais difíceis à frente e estão levando muitos a buscar a mudança”.

Em relação à Marina, o cientista político Timothy Power, da Universidade de Oxford, destaca que a candidata é a que mais se aproxima de um voto de protesto. No caso da ex-senadora, a reportagem chama atenção para as sinalizações de que, se ela for eleita, haverá um choque na gestão econômica e adoção de medidas mais favoráveis ao mercado, como controle de inflação e maior rigor com as contas públicas. Por outro lado, o jornal  dá destaque para as fragilidades no campo político.

A reportagem destaca que é quase certa a realização do segundo turno entre as duas candidatas. Para frente, o desafio de Marina Silva será atrair a classe média baixa e os pobres, ao trocarem a segurança relativa do PT pelo desconhecido.