De olho nas eleições

PT pode se unir a algozes de Dilma Rousseff por apoio a Lula na eleição de 2018

Dirigentes do PT estudam se aliar a legendas que trabalharam pela queda da então presidente Dilma, como PMDB, PTB e PSB

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SÃO PAULO – O PT, após ser isolado pelo processo de impeachment de Dilma Rousseff, pretende abrir mão de lançar candidatos a governador em até 16 estados em 2018 para apoiar nomes de outros partidos, destaca o jornal Folha de S. Paulo deste final de semana. Em troca, os petistas querem espaço em palanques regionais fortes para sua chapa presidencial – encabeçada, até o momento, pelo ex-presidente Lula.

Dirigentes do PT estudam até mesmo se aliar a legendas que trabalharam pela queda da então presidente Dilma, como PMDB, PTB e PSB.  A estratégia é apoiar “dissidentes” desses partidos que pretendam se candidatar a governador e abram espaço para a campanha nacional do PT. Essa estratégia valerá tanto para uma candidatura de Lula quanto para outro nome do PT, caso o ex-presidente seja impedido de concorrer. 

Mapa traçado a partir de informações de integrantes da direção do PT revela que, um ano antes do primeiro turno de 2018, o partido pode reduzir a 11 o número de Estados em que lançará candidatos a governador. Em 2014, o PT lançou 17 nomes. As discussões sobre o assunto só devem começar no fim de outubro, mas dirigentes já afirmam que as prioridades serão as eleições a presidente, deputado e senador. 

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A estratégia de pegar “carona” em candidaturas estaduais mais fortes é uma maneira de compensar o isolamento da sigla com a Operação Lava Jato e o impeachment de Dilma, que deixou sequelas na relação entre os petistas e as principais siglas nacionais. Por isso, os petistas preveem dificuldades para construir uma coligação nacional ampla em torno de Lula ou de outro presidenciável.