Sinal amarelo

PT liga sinal de alerta com Lava Jato se aproximando de Lula – mas oposição não está livre

Conforme apontam os analistas políticos, novas prisões indicam que novas provas foram coletadas e investigações podem estar chegando perto de Lula; presidentes da Odebrecht e Andrade Gutierrez têm relações próximas com PT e PSDB

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SÃO PAULO – A Operação Lava Jato toma novas proporções a cada dia, ganhando um novo capítulo após a prisão dos presidentes da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, e de Otávio Marques de Azevedo, da Andrade Gutierrez. 

E, com as novas prisões, chegando a construtoras cada vez maiores, os políticos ficam de olho no desenrolar destes acontecimentos para a economia e também como eles podem envolver os partidos.

Em relatório, a consultoria de risco político Eurasia Group destacou estima que há 40% de risco de que a ampliação do escândalo de corrupção também coloque em risco o ajuste fiscal e provoque uma crise de governabilidade ainda maior.

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A chance de Dilma colocar a economia no rumo certo e terminar o mandato continua sendo de 60%, sendo um risco de 20% da presidente não terminar seu mandato e 20% de que ela continue, mas que o ambiente político se deteriore e prejudique o ajuste fiscal. 

Conforme apontam os analistas políticos, novas prisões indicam que novas provas foram coletadas e investigações podem estar chegando perto de Lula. 

Já segundo informações da Folha de S. Paulo, a prisão colocou o PT em “estado de alerta” e preocupa o Palácio do Planalto por conta dos efeitos negativos na economia, mas não há o que fazer, até porque o nome da Operação faz jus ao seu nome latino de “valer para todo mundo”, “Erga Omnes”. Tanto Marcelo Odebrecht quanto Otávio Azevedo também têm ótimas relações com a oposição – incluindo o PSDB.

De todo o modo, o nível de alerta é maior no PT, uma vez que governo e partido trabalham com a informação que circula no meio empresarial e político de que Marcelo Odebrecht “não cairia sozinho” se fosse preso na Lava Jato, algo que a empresa sempre negou.

 Porém, as ameaças seriam vistas como um recado ao PT dada a proximidade entre Lula e a Odebrecht – que patrocinou viagens do presidente ao exterior – sendo que estas viagens já foram alvo de diversas denúncias.