Embate no TSE

PT chama Gilmar Mendes de “tucano de toga” e ministro diz que não pediu extinção do partido

Segundo o ministro, outros partidos poderão ser alvos de investigação caso tenham se beneficiado de recursos públicos desviados da Petrobras

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SÃO PAULO – O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) Gilmar Mendes rebateu as críticas do PT e disse que não pediu a “extinção do partido”. Na última sexta-feira, Mendes determinou a abertura  de representação contra o PT pedindo a cassação do registro do partido. O processo foi encaminhado à corregedora-geral eleitoral, Maria Theresa Assis Cavalcanti, que fará a análise do caso.

Segundo o ministro, outros partidos poderão ser alvos de investigação caso tenham se beneficiado de recursos públicos desviados da Petrobras. “Sem dúvida nenhuma. Esta questão terá que ser colocada a outros partidos, se for o caso”, afirmou, mas sem dizer que outras legendas poderiam ser investigadas.

Gilmar Mendes afirmou que o objetivo da ação não é cassar o registro do PT, mas fazer uma avaliação das descobertas da Lava Jato para reformar o sistema político brasileiro. “Nós não estamos propondo a extinção do PT, o que estamos dizendo é que essa prática pode dar ensejo à extinção e a Corregedoria deve fazer a avaliação. Na verdade até aqui isso não se cogitava. Nós criamos um modelo partidário bastante livre, tão livre que levou a esse quadro de abusos de uma certa promiscuidade”, disse o ministro. 

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Vale ressaltar que, nesta segunda-feira, o presidente do PT Rui Falcão divulgou artigo em que afirma que “como na ditadura, golpistas tentam cassar o PT”. Já em outro artigo, a bancada do PT na Câmara chamou Gilmar Mendes de “tucano de toga”.

“São notórios o destempero verbal e a parcialidade de Gilmar Mendes contra o PT. Ele não está à altura do cargo que ocupa. Suas ações, no âmbito da Suprema Corte, como a de juízes de primeira instância, têm maculado a imagem do Judiciário brasileiro. Ao pedir agora a cassação do registro do PT, o ministro faz jus aos que o chamam de ‘tucano de toga’ do STF. O nosso Judiciário precisa de magistrados, não de militantes políticos”, destacou a nota.