PSOL vai ao Conselho de Ética contra Calheiros, que permanece no cargo

Partido defende instauração de CPI para apurar denúncias contra Renan Calheiros e acusados na Operação Navalha

SÃO PAULO – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), evitou falar novamente com a imprensa sobre as denúncias de receber dinheiro de um lobista para pagar contas pessoais. Indagado pelos jornalistas se ele abriria mão do cargo para se defender, o senador respondeu que não. “Não há nenhuma acusação contra mim”, afirmou.

“Já falei o que tinha que falar ao Senado e ao país”, disse se referindo a discurso feito na tarde da última segunda-feira (28) ao plenário. Em pronunciamento, o presidente da casa negou que a construtora Mendes Júnior tenha sido responsável pelo pagamento da pensão de uma filha. Na última sexta-feira (25), também tinha divulgado nota oficial para negar as acusações.

Representantes do PSOL se reuniram no Senado para discutir denúncias contra parlamentares e os documentos apresentados na última segunda-feira por Renan Calheiros. O partido decidiu que irá apresentar uma representação no Conselho de Ética contra o senador.

Operação Navalha

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Paralelamente, o PSOL defende a instauração de uma CPI das Obras para investigar não apenas as denúncias envolvendo Renan, mas os demais parlamentares supostamente beneficiados por construtoras conforme apuração da Operação da Navalha.

Em outro caso que tem recebido destaque nos últimos dias, a ministra Eliana Calmon, do STJ (Superior Tribunal de Justiça), intimou na noite desta segunda-feira (28) o ex-ministro de Minas e Energia Silas Rondeau e os governadores de Alagoas, Teotônio Vilela Filho (PSDB), e do Maranhão, Jackson Lago (PDT), a prestarem depoimento sobre o esquema de fraudes em licitações para a realização de obras públicas, desmontado pela Operação Navalha, da Polícia Federal.