Agora vai?

PSDB decide fechar questão a favor da reforma da Previdência

Apesar do movimento, não se sabe ao certo quantos deputados tucanos apoiarão o governo nesta empreitada, já que infiéis não deverão ser punidos por suas posições

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SÃO PAULO – Na primeira reunião da Executiva Nacional sob o comando do governador Geraldo Alckmin, o PSDB decidiu, na manhã desta quarta-feira (13), fechar questão a favor da reforma da Previdência. O movimento confirma as expectativas e pode ajudar o governo Michel Temer a construir uma base de apoio de pelo menos 308 deputados para votar as medidas em primeiro turno na Câmara antes do recesso parlamentar. Contudo, não se sabe ao certo quantos deputados tucanos apoiarão o governo nesta empreitada, já que infiéis não deverão ser punidos por suas posições. Ainda faltam votos para que a PEC 287 tenha chances de avançar.

O fechamento de questão costuma ser acompanhado da definição de punições a parlamentares que não respeitarem a posição assumida pelo partido, chegando até mesmo a expulsão desses membros. No entanto, na reunião desta quarta-feira, não houve definição neste sentido. Com a aproximação das eleições e a janela de migrações partidárias aberta, tais instrumentos de coerção costumam ter pouca eficácia e representar quase um “tiro no pé” das próprias legendas, já que parlamentares infiéis podem ser abraçados por outros partidos, interessados em ampliar o tamanho de suas bancadas.

Embora os efeitos práticos da decisão tucana não sejam claros, trata-se de uma vitória do governo e da ala interna do partido mais alinhada ao Palácio do Planalto, contando com empenho do próprio governador Geraldo Alckmin, eleito presidente da legenda no último fim de semana. O paulista caminha para se consolidar como candidato do PSDB à presidência da República. Com o fechamento de questão, ele busca o alinhamento a uma pauta governista, o que pode viabilizar alianças na corrida presidencial.

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O anúncio dá maior força a Alckmin e retira os tucanos da linha de frente dos ataques aos partidos da base que têm resistido a apoiar a reforma previdenciária. Na reunião, ganhou destaque o governador de Goiás, Marconi Perillo, que defendeu enfaticamente o fechamento de questão, assim como o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, pré-candidato a presidente em contraposição ao governador paulista.