Entrevista à Folha

PSDB de Aécio tem “cheiro de derrota” no 2º turno, diz Marina Silva

Em entrevista à Folha, candidata à vice-presidente na chapa de Eduardo Campos atacou candidato do PSDB e afirmou que o pernambucano é o único capaz de impedir reeleição de Dilma

SÃO PAULO – Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, a ex-senadora e candidata à vice-presidente na chapa de Eduardo Campos (PSB), Marina Silva, disse que o pernambucano é o único capaz de vencer a presidente Dilma Rousseff (PT) nas urnas.

Vale ressaltar que a última pesquisa divulgada pelo Istoé/Sensus apontou pela primeira vez um segundo turno entre Dilma Rousseff e Aécio Neves (PSDB), com 35% e 23,7% das intenções de voto, respectivamente, enquanto Campos ficaria para trás, com 11% de preferência entre o eleitorado. 

Apesar deste cenário, Marina afirmou que Campos é “sem dúvida mais competitivo” que Aécio. “O PSDB sabe que já tem cheiro de derrota no segundo turno”. 

Marina também mostrou incômodo com as comparações feitas entre Aécio e Campos, destacando que “a gente tem que parar com essa história de diluir as diferenças”. “Campos protagoniza uma agenda progressista de respeito aos direitos sociais, de não ir pelo caminho mais fácil de reduzir a maioridade pena e as conquistas dos trabalhadores”, avalia. As diferenças também existem nas trajetórias de vida, apontou, e em algumas propostas estruturantes. 

A candidata a vice também disparou críticas à presidente Dilma Rousseff. Segundo Marina, Dilma usou o seu pronunciamento de 1º maio na televisão para o anúncio de medidas populistas como o reajuste do Bolsa Família e a correção da tabela do Imposto de Renda.

Para ela, Dilma encerra o governo sem uma marca, como a estabilização da economia de FHC e a inclusão social de Lula. “A marca de Dilma é o retrocesso. O Brasil atravessa um momento com baixo crescimento e aumento da inflação e dos juros”, afirmou.

Marina também sugeriu acreditar num “volta-Lula”, com o ex-presidente substituindo Dilma na eleição. “É uma dificuldade para ele, com certeza. Ele articulou a candidatura da presidente Dilma para criar uma nova liderança ou para fazer um intervalo e voltar?”, completou.