Crise

Próximos 3 meses deverão ser de muita volatilidade na Europa, diz banco

Instituição acredita ser improvável o estabelecimento de metas de produtividade na reunião de setembro do BCE

SÃO PAULO – Na avaliação do Deutsche Bank os eventos econômicos que estão por acontecer na Europa nos próximos três meses deve continuar testando os formuladores de política e aumentando a volatilidade da região.

A instituição aponta como relevantes as reuniões do BCE (Banco Central Europeu), a necessidade de um pedido de ajuda da Espanha, assim como os encontros do FMI (Fundo Monetário Internacional) e da União Europeia, para discutir reduzir a taxa de juro e estender a ajuda para a Grécia.

Ainda acontece no Velho Continente neste período, o encontro na corte alemã que decidirá se será aprovada a implementação do Mecanismo Europeu de Estabilização Financeira (ESM, na sigla em inglês), além das eleições holandesas e as reuniões entre ministros de finanças do Eurogrupo.

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Reunião do BCE
A instituição acredita ser improvável o estabelecimento de metas de produtividade na reunião de setembro do BCE. Segundo eles, o presidente da instiruição, Mario Draghi, disse que uma intervenção da autoridade monetária está condicionada a assinatura de um memorando de entendimento.

Em relação a Espanha, em 6 de setembro, dia da reunião do BCE, e no dia 20 de setembro o país emitirá títulos públicos. Segundo o Deutsche Bank, se o país não tiver nenhum acordo de ajuda oficial nesse período, os juros dessas dívidas devem aumentar.

Grécia
O Deustche espera que o FMI e a União Europeia ofereçam um alongamento da dívida da Grécia e taxas mais baixas podendo criar maior flexibilização adicional, entre € 25 e € 30 bilhões, dentro do atual programa de resgate do país.