Proximidade de eleições pesa nas decisões de investimento, diz Gradual

Com a disputa pela presidência terminando, economista avalia que o mercado deve ficar atento às decisões do vencedor

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SÃO PAULO – Com o mercado acompanhando de perto os rumos do pleito presidencial, a estabilidade das pesquisas e a proximidade da definição imprime força aos rumores sobre decisões pós-eleições, como por exemplo os nomes da nova equipe de governo.

A pesquisa eleitoral mais recente, realizada pelo instituto Datafolha em 21 de outubro e publicada no dia seguinte, mostra a candidata Dilma Roussef com 56% dos votos válidos, enquanto o candidato José Serra conta com 44%. Junto à essa pesquisa foi medida a taxa de aprovação ao governo do presidente Lula, que alcançou o patamar recorde de 82% de aprovação.

Política e investimentos
Desta forma, o economista André Perfeito, da Gradual Investimentos, afirma que esses rumores devem ser levados em conta nas decisões de curto e médio prazo dos investidores.

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O economista cita ainda a pesquisa da FGV (Fundação Getulio Vargas) sobre a Confiança do Consumidor, que também atingiu nível recorde, reforçando a perspectiva de vitória da candidata do governo. Nesse cenário, com a população satisfeita com a economia e o presidente Lula, a avaliação é de que fica difícil para José Serra tentar reverter a desvantagem apontada pelas pesquisas de intenção de voto.

Na avaliação do economista, para os investidores, definido o novo presidente do Brasil, o foco deve se voltar para os projetos e orientações vindos de Brasília: política de câmbio, política monetária e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Reação dos mercados
Por enquanto, o mercado ainda trabalha com base nos rumores. “A definição do Primeiro Escalão do futuro governo é questão chave para diversos setores e a boataria em torno do nome de Meirelles para o Ministério de Minas e Energia fez que a Petrobras ganhasse fôlego” no último pregão, afirma Perfeito.

Para o economista, passada a volatilidade política do período eleitoral, na próxima semana, o que pode gerar turbulência nos mercados financeiros é a situação econômica externa.