Protestos de estudantes em SP termina com vereadores do União Brasil feridos

Vereador teria entrado em confronto físico com manifestantes após troca de provocações durante protesto

Caio César

O vereador Rubinho Nunes. Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal
O vereador Rubinho Nunes. Foto: Afonso Braga/Câmara Municipal

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O protesto de estudantes das universidades estaduais de São Paulo, que acontecia nesta segunda-feira (11), foi interrompido após a chegada dos vereadores Rubinho Nunes e Adrilles Jorge, ambos do União Brasil, criar confusão entre os manifestantes.

O confronto ocorreu por volta das 14h30, quando os vereadores chegaram ao protesto, que ocorreria na República, bairro da zona central de São Paulo. No local, Rubinho e Adrilles teriam trocado provocações com os manifestantes e, na sequência, iniciado um confronto direto.

Rubinho Nunes teria trocado socos com estudantes e saído do local com o nariz quebrado, segundo declaração concedida ao jornal Folha de S.Paulo. Ao jornal, o vereador negou ter iniciado as provocações. “Estava conversando no local, porém os estudantes começaram a agredir com chutes, socos, canos e até um cone foi arremessado”, destacou.

O InfoMoney questionou a equipe do vereador sobre o estado atual de saúde dele, mas, até o momento, não obteve resposta.

Greve estudantil

Os estudantes das universidades estaduais, em especial da Universidade de São Paulo, estão paralisados desde 14 de abril. O movimento, que começou em apoio à mobilização de servidores, reivindica reajustes do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil, que atualmente oferece benefícios entre R$ 335 para estudantes residentes em moradia estudantil e R$ 885 para auxílio integral, além de melhorias nas instalações em geral.

Entre outros pontos, os estudantes também criticam a gestão do restaurante universitário, conhecido como “bandejão”, a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

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A USP propôs um reajuste do benefício baseado no índice IPC-Fipe. Dessa forma, o auxílio integral passaria para R$ 912 mensais, enquanto o auxílio parcial para estudantes com moradia subiria para R$ 340. A proposta, no entanto, é considerada insuficiente pelos estudantes, que defendem um reajuste para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

Neste domingo (10), a Polícia Militar retirou os estudantes da USP que ocupavam o prédio da reitoria desde o último dia 7. De acordo com o Diretório Central dos Estudantes (DCE), quatro universitários foram detidos.