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SÃO PAULO – A capital chinesa retornou ao normal nesta segunda-feira, dia 11 de abril, após demonstrações anti-Japão durante todo o final de semana. Porém, por precaução, a segurança na embaixada japonesa e na sede de companhias japonesas foi reforçada.
A mídia chinesa manteve silêncio sobre o protesto que tomou conta da capital no sábado e em cidades do sul como Shenzen e Guangzhou no domingo. A polícia ficou de prontidão em frente à embaixada japonesa em Beijing depois da embaixada ser atacada e ter seus vidros quebrados.
Koizumi deve encontrar presidente chinês
Em uma tentativa de encontrar uma solução para o impasse político o Primeiro Ministro do Japão, Junichiro Koizumi, e o Ministro das Relações Exteriores, Nobutaka Machimura, anunciaram na manhã desta segunda-feira a intenção de encontrar representantes do governo chinês nas próximas duas semanas para discutir a situação política entre os dois países.
O Ministro das Relações Exteriores planeja encontrar o Ministro das Relações Estrangeiras da China, Li Zhaoxing, ao mesmo tempo em que está organizando um encontro entre o Primeiro Ministro do Japão e o Presidente da China, Hu Jintao. A reunião entre Koizumi e Jintao deve acontecer nas próximas semanas durante o Encontro Ásia-Africa que acontece na Indonésia entre 22 e 24 de abril.
Japão aguarda pronunciamento da China
Nesse final de semana o secretário do Gabinete de Governo, Hiroyuki Hosoda, afirmou que não há outra maneira de resolver esse problema a não ser pensando como cada lado pode resolver esse impasse trocando opiniões. Segundo Hosoda, esse sentimento contra o Japão é inexplicável e o governo está esperando uma resposta formal do governo chinês.
As operações comerciais japonesas na China foram afetadas neste final de semana e o governo japonês espera prever futuros ataques para minimizar a repercussão em suas companhias. Representantes do Ministério do Comércio do Japão afirmaram que a segurança é um requisito básico para as companhias operarem em um país, de forma que cabe ao governo chinês reforçar a segurança para garantir que as empresas japonesas possam operar normalmente.