Propaganda eleitoral não desperta interesse de eleitores

Segundo institutos de pesquisas, os programas curtos podem influenciar mais o telespectador, que é pego desprevenido

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SÃO PAULO – O horário eleitoral no rádio e na televisão, iniciado há quatro semanas, vem despertando pouco interesse nos eleitores e influenciado cada vez menos suas intenções de voto.

Segundo a avaliação de especialistas e institutos de pesquisas que atuam na área, as propagandas políticas curtas, veiculadas durante a programação normal das emissoras, podem informar melhor os eleitores sobre as propostas dos candidatos.

Novela, telejornal e futebol

“As propagandas políticas curtas têm mais audiência porque pegam carona nas novelas, telejornais, partidas de futebol”, explica o publicitário Orlando Pacheco, responsável pela campanha de um candidato a governador do Distrito Federal.

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Ele acredita que as inserções de 30 segundos pegam o telespectador desprevenido, enquanto os programas eleitorais são assistidos com desconfiança pelos eleitores, que já não acreditam nos políticos.

Os partidos com candidatos à Presidência da República têm direito a seis minutos diários, inclusive aos domingos, para divulgação de inserções de até 60 segundos, distribuídas ao longo da programação.

As emissoras ainda são obrigadas a reservar 30 minutos diários da programação para veiculação de inserções de seis minutos para os candidatos a governador, senador e deputado (federal, estadual e distrital).

Propagandas curtas podem influenciar indecisos

Para o diretor do instituto de pesquisas Vox Populi, João Francisco Meira, essas propagandas curtas podem mudar a intenção de voto ou levar indecisos a definir um candidato. “Essas pequenas inserções chegam a todos os eleitores, inclusive aos que normalmente não assistem ao horário eleitoral”, destaca.

Ele recomenda aos publicitários que se dediquem às inserções menores. Mas para isso seria indispensável “um plano de mídia” voltado a essa audiência. “Em geral, as campanhas usam a mesma propaganda para todos os horários”, diz o especialista. “Com isso, perdem capacidade de comunicação”.

Com informações da Agência Brasil.

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