Propaganda eleitoral: Alckmin terá maior tempo para apresentar propostas

Candidato tucano terá mais inserções diárias e quase 3 minutos a mais do que Lula para falar na televisão

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SÃO PAULO – Tida por muitos políticos como o real início de uma campanha, a propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão vai começar a ser veiculada na próxima terça-feira, dia 14 de agosto. Com isso, os candidatos terão até o dia 28 de setembro para convencer os eleitores sobre a qualidade e pertinência de suas propostas.

Os programas vão ao ar todas as terças, quintas e sábados, em dois blocos de 25 minutos, das 13h às 13h25 e das 20h30 às 20h55; no rádio, às terças, quintas e sábados, em dois blocos de 25 minutos cada um, das 7h às 7h25 e das 12h às 12h25.

Além disso, os candidatos à Presidência da República têm direito a mais 6 minutos diários para divulgação de inserções de até 60 segundos, distribuídas ao longo da programação, de acordo com o cronograma estipulado pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

Alckmin terá mais minutos que Lula

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Geraldo Alckmin, candidato pela coligação PSDB-PFL, é o que tem maior tempo de programação: 10 minutos e 22 segundos. O candidato à reeleição pelo PT, Luiz Inácio Lula da Silva, vem na seqüência com 7 minutos 21 segundos. Já a senadora Heloísa Helena, do PSOL, dispõe de 1 minuto e 11 segundos.

Geraldo Alckmin também tem maior tempo nas inserções diárias. O tucano poderá utilizar 2 minutos e 29 segundos do tempo total de inserções. Já o candidato-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá 1 minuto e 45 segundos. Isso significa dizer que Lula vai figurar em 158 inserções durante os 45 dias de propaganda eleitoral, enquanto Alckmin, em 223 inserções.

As inserções serão veiculadas quatro vezes ao dia durante a programação de rádio e TV. No total serão 12 inserções de 30 segundos cada, totalizando 540 inserções durante toda a campanha.

Estratégias de campanha

Analistas políticos avaliam que a estratégia de Alckmin durante a campanha eleitoral será a de atacar o presidente Lula e o PT no campo ético. Já o candidato petista deverá focar suas menções às realizações implementadas pelo seu governo, fugindo de ataques diretos aos seus adversários.