Reestruturação

Projeto de reestruturação rende disparada às ações da Telebrás

Governo estuda reativar a estatal para prestar serviços ao processo de inclusão digital; falência da Eletronet é barreira legal

SÃO PAULO – As ações da Telebrás se destacaram no pregão da quarta-feira (8). Crescem os rumores de que o governo pode reativar a estatal, possibilidade recebida com disparada pelas ações preferenciais (TELB4) e ordinárias (TELB3) da empresa, que subiram 10% e 7,5% respectivamente.

A questão foi levantada por matéria do jornal Estado de São Paulo. Informações dão conta que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, encaminhou pedido para a reestruturação do grupo. A ideia é utilizar a estrutura da Eletronet, empresa da qual a Telebrás faz parte do controle.

A Eletronet possui aproximadamente 16 mil quilômetros de fibras ópticas. O problema é que a proposta barra na atual situação judicial da companhia, que enfrenta processo falência na Justiça do estado do Rio de Janeiro.

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Chances de reestruturação

Para Dilma, a Telebrás serviria como ferramenta para o processo de inclusão digital do governo. A notícia também aponta para a realização de reunião nesta quarta-feira com o objetivo de avaliar as chances de reestruturação da estatal.

Mesmo questionada pelos críticos, uma eventual reestruturação agrada o mercado, como prova a reação das ações nesta sessão. Ainda assim, oposicionistas argumentam contra o fato da empresa já ter recebido resgate de R$ 200 milhões do governo este ano e atualmente não possuir qualquer fonte de geração de receitas.

Barreira legal

As especulações sobre a possibilidade de reativação da estatal ganharam força no início de fevereiro, com matérias veiculadas na imprensa associando a possibilidade da Telebrás começar a distribuir serviço de banda larga, também através da rede da Eletronet. A União já manifestou interesse na reestruturação da empresa, que é barrada pela recuperação judicial de sua controlada.