Programas sociais não devem sofrer ajustes no governo Dilma

Presidente eleita afirma que parcela mais importante das riquezas do País, como o pré-sal, deve ser reservada ao povo

SÃO PAULO – Embora admita a necessidade de reduzir os gastos públicos, a presidente eleita Dilma Rousseff, em seu primeiro discurso realizado no domingo (31), declarou que recusa “as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, serviços essenciais à população e os necessários investimentos”.

Ela reiterou que cuidará da economia com toda responsabilidade, pois os brasileiros não aceitam mais a inflação como solução irresponsável para eventuais desequilíbrios. “O povo brasileiro não aceita que governos gastem acima do que seja sustentável”, afirmou.

Fundo Social
Dilma reiterou que vai trabalhar para que o Congresso aprove o Fundo Social do Pré-Sal, para que os recursos provenientes da exploração de petróleo na área ajude seu governo a realizar seus objetivos sociais.

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“O Fundo Social é mecanismo de poupança de longo prazo, para apoiar as atuais e futuras gerações. Ele é o mais importante fruto do novo modelo que propusemos para a exploração do pré-sal, que reserva à Nação e ao povo a parcela mais importante dessas riquezas”, disse. “Definitivamente, não alienaremos nossas riquezas para deixar ao povo só as migalhas”, completou.

A presidente eleita afirmou que os mais necessitados, crianças, jovens, pessoas com deficiência, trabalhadores desempregados e idosos terão toda a sua atenção, pois, segundo ela, “a visão moderna de desenvolvimento econômico é aquela que valoriza o trabalhador e sua família, o cidadão e sua comunidade”.