Programas de transferência de renda no Brasil são exemplos para Bird

Banco desenvolve plano de renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho

Aprenda a investir na bolsa

SÃO PAULO – Os programas de transferência de renda, principalmente o Bolsa Família, devem ser exemplos para o Bird (Banco Mundial) no desenvolvimento de um plano de renovação das estratégias de atuação nas áreas de proteção social e trabalho para a próxima década.

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Rômulo Paes de Sousa, apresentará ao banco nos próximos dias o sistema brasileiro empregado no País. Além do Brasil, foram convidadas autoridades da Costa Rica, Libéria, China, do Bahrein, dos Estados Unidos e da Rússia.

“É necessário observar que os programas de cooperação não se baseiam em venda de bens e serviços”, afirmou o secretário à Agência Brasil. “É uma abordagem integrada [reunindo vários setores em níveis federal, estadual e municipal] e mais mecanismos diretos. Vamos mostrar o que deu certo e o que não deu certo no Brasil”, acrescentou.

Aprenda a investir na bolsa

Suporte
Segundo Sousa, quatro pilares sustentam a política social do governo brasileiro: o tratamento geopolítico e não comercial do tema, o envolvimento de setores distintos dos governos federal, estadual e municipal, um cadastro eficiente com os nomes dos beneficiados e seus históricos, a integração entre os programas e associação desses elementos com o “Estado forte e sólido”.

Pelos dados do Ministério do Desenvolvimento Social, de 2003 a 2008 aproximadamente 24,1 milhões de brasileiros deixaram a linha de pobreza. Os programas de transferência de renda condicionada, como o Bolsa Família, atendem a cerca de 12,9 milhões de famílias no Brasil. De 2003 a 2010, mais de 13 milhões de empregos formais foram criados.