Acordos

Procuradoria-Geral entrega 77 acordos de delação da Odebrecht ao STF

Foram centenas de depoimentos colhidos, sendo que muitos executivos falaram mais de uma vez

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – A PGR (Procuradoria-Geral da República) entregou na manhã desta segunda-feira (19) ao STF (Supremo Tribunal Federal), os documentos dos acordos de delação premiada de 7 executivos e ex-executivos da Odebrecht. A entrega foi feita por volta das 9h (horário de Brasília), após o início da última sessão do Supremo neste ano.

Os documentos foram levados à sala cofre do STF, no terceiro andar do edifício sede, e estará à disposição do ministro relator do STF Teori Zavascki assim que acabar o trabalho de checagem do recebimento. Caberá ao ministro homologar ou não as declarações para que possam ser usadas em inquéritos e ações penais.

Vale destacar que foram centenas de depoimentos, sendo que muitos executivos falaram mais de uma vez. Dada a quantidade de informações para se avaliar, deve ficar apenas para ano que vem a decisão de Teori sobre o assunto.

PUBLICIDADE

Mesmo assim, apesar do recesso começar nesta terça-feira (20), é possível que os assessores e juízes auxiliares do ministro analisem a documentação durante este período para adiantar o processo. A decisão final é esperada para fevereiro.

Trabalho no recesso
Após a entrega dos documentos, Teori Zavascki disse que vai trabalhar durante o recesso. “Vamos trabalhar. Nós vamos seguir, não examinei o material, mas vamos seguir o que a lei manda. Em face dessa excepcionalidade, nós vamos trabalhar”, disse o ministro, após a última sessão deste ano.

O ministro disse que ele, seus juízes auxiliares e os servidores do gabinete vão trabalhar durante o recesso para fazer a análise das delações para que o material possa estar pronto para ser homologado em fevereiro, na volta do recesso. Sobre as críticas recorrentes de demora da Corte em analisar processos penais, Teori disse que “seu trabalho está em dia”. 

“Eu tenho em torno de cem inquéritos sobre matéria penal em meu gabinete. Eu não tenho nada atrasado. Essa fase de investigação é uma fase em que depende muito mais do Ministério Público”, disse. Teori também classificou como “lamentável” os vazamentos de termos das delações de executivos da Odebrecht antes do envio ao Supremo pela PGR.