Prisões da Operação Satiagraha não devem influir na criação da “supertele”

Para analistas, ainda é cedo para avaliar o verdadeiro impacto da investigação do Opportunity, mas fusão deve ser mantida

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SÃO PAULO – Uma investigação da Polícia Federal (PF) iniciada em 2004, culminou com a prisão na última terça-feira (8) de dezessete acusados, ligados a um esquema de evasão de divisas, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, crimes financeiros e operação ilegal de instituições financeiras.

Dentre os detidos, estão o banqueiro Daniel Dantas, do banco Opportunity, o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta e o investidor Naji Nahas, acusado pela quebra da Bolsa de Valores do Rio de Janeiro em 1989.

De acordo com a investigação da Polícia Federal, apelidada de Satiagraha, no caso de Dantas foi apurado que o crime de gestão fraudulenta e de evasão de divisas foi cometido através de seu Opportunity Fund, uma offshore nas Ilhas Cayman, paraíso fiscal no Caribe.

Nahas e Pitta

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O megainvestidor, Naji Nahas, é acusado de manter uma espécie de mercado informal de dólares, conhecido como dólar cabo, para remessas ilegais de recursos ao exterior, além de também de receber informações privilegiadas (insider information).

Dentre seus clientes, estava o ex-prefeito de São Paulo Celso Pitta, envolvido em diversas ações civis públicas.

Impacto na criação da “supertele”

Segundo analistas, os contratos que prevêem a dissolução dos litígios entre os sócios da BrT (BRTP4), dentre eles o Opportunity e o Citigroup, e o compromisso de venda à Oi, foram elaborados também com o intuito de evitar maiores surpresas.

Portanto o acordo de venda entre as duas companhias deverá ser mantido. No entanto ainda é cedo para afirmar qual será o verdadeiro impacto da investigação e sua futura repercussão política, os quais ainda poderão atrapalhar a criação da chamada “supertele”.