Primeiro-ministro japonês pede desculpas às mulheres por escravidão sexual

Decisão foi tomada após Shinzo Abe refutar que mulheres tenham sido forçadas a ser escravas sexuais de japoneses

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SÃO PAULO – O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, pediu desculpas às mulheres que foram forçadas a servirem como escravas sexuais de militares durante a Segunda Guerra mundial.

Após as declaração de Abe, alvos de polêmica e fortes críticas, de que não existem evidências que japoneses forçaram mulheres à escravidão sexual durante a ocupação da Ásia, o premiê reconsiderou e ofereceu suas desculpas às mulheres.

Durante uma sessão do Parlamento, Abe declarou: “Eu expresso minha simpatia às mulheres e peço desculpas pela situação pela qual elas passaram”.

Crime sexual

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Cerca de 200 mil mulheres, a maioria da China e da Coréia, trabalharam como escravas sexuais para militares do Japão, nas décadas de 30 e 40. As vítimas afirmam terem sido forçadas pelos soldados.

Políticos conservadores afirmam que elas trabalhavam em bordéis, e que eram pagas pelos serviços.

Abe havia dito que não pediria mais desculpa às mulheres, pois já havia expressado seu remorso em 1993, quando o secretário-chefe do gabinete, Yohel Jono, expressou seu remorso às vítimas. Mesmo com a declaração, o ministro não atendeu à pressão internacional para admitir que o governo japonês teve participação no crime.

Inquérito

No começo deste mês, o primeiro-ministro afirmou que o governo iria reabrir o inquérito para apurar o caso de escravidão sexual durante o conflito. Um grupo de parlamentares do Partido Liberal Democrático disse que pretendia reabrir as investigações para refutar o “infundado julgamento” da conduta do Japão durante a guerra.

A atitude dos japoneses levou a uma série de conflitos com a Coréia do Norte, interferindo em acordo dos países que pretendia cessar a produção de armas na península coreana.