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O primeiro Datafolha após a definição do segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será divulgado nesta quinta-feira (8) e servirá como uma primeira medida de como o eleitorado reagiu ao resultado das urnas e aos movimentos iniciais das duas campanhas.
O instituto fará 2.520 entrevistas presenciais entre terça e quarta-feira. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento, contratado pela Folha de S.Paulo e pelo Grupo Globo, está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026.
Flávio terminou o primeiro turno com 47,03% dos votos válidos, contra 45% de Lula, diferença de pouco mais de 2,2 milhões de votos.
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Pesquisa vai medir reação ao resultado das urnas
O primeiro parâmetro será a própria diferença entre os dois candidatos. Na véspera da eleição, o Datafolha mostrava Lula com 45% dos votos válidos e Flávio com 42%, em empate técnico. Nas urnas, o petista ficou praticamente no patamar apontado pela pesquisa, enquanto Flávio terminou cinco pontos acima da estimativa.
A última simulação de segundo turno do instituto antes da votação também apresentava Lula numericamente à frente: 48% a 45% nos votos totais.
O levantamento de quinta mostrará se a vantagem conquistada por Flávio nas urnas se mantém na intenção de voto ou se a retirada dos demais candidatos altera a distribuição das preferências.
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Para onde vão os votos dos eliminados
Outro ponto será a transferência dos votos de candidatos que ficaram fora do segundo turno. Cerca de 8% dos votos válidos foram para outros nomes. Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) já declararam apoio a Flávio. Caiado teve 2,18% dos votos válidos e anunciou a adesão em um ato com o candidato do PL e governadores aliados em Goiás.
Flávio também recebeu o apoio formal da federação formada por PP e União Brasil e tenta consolidar o Republicanos em seu campo.
A pesquisa poderá indicar se essas adesões partidárias começam a aparecer na preferência dos eleitores ou se parte dos votos dos candidatos eliminados migra para Lula, branco, nulo ou indecisão.
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Rejeição ganha mais peso
No segundo turno, a rejeição tende a ser um indicador ainda mais importante. Antes do primeiro turno, Lula e Flávio apareciam empatados nesse quesito: 45% dos entrevistados pelo Datafolha afirmavam que não votariam de jeito nenhum em cada um deles.
Como a escolha agora é binária, a pesquisa ajudará a mostrar se algum dos candidatos conseguiu reduzir esse bloqueio nos primeiros dias da nova campanha.
Esse é um ponto central para Lula, que precisa buscar uma virada depois de terminar o primeiro turno atrás, e para Flávio, que tenta ampliar sua votação para além do eleitorado já identificado com o bolsonarismo.
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Abstenção será outro indicador indireto
Mais de 33 milhões de eleitores não compareceram às urnas no primeiro turno. A campanha de Lula já definiu esse grupo como um dos alvos da nova fase.
Pesquisas de intenção de voto não medem diretamente quem efetivamente comparecerá em 25 de outubro, mas o grau de decisão e interesse dos entrevistados pode oferecer sinais sobre a capacidade das campanhas de mobilizar quem ficou fora da primeira votação.
A nova propaganda eleitoral também começa nesta sexta-feira (9). Lula e Flávio terão o mesmo tempo no rádio e na televisão, com dez minutos diários em blocos, além das inserções distribuídas ao longo da programação.
Por isso, o Datafolha de quinta funcionará principalmente como uma fotografia da largada do segundo turno: será feito antes de a nova propaganda começar e depois dos primeiros movimentos de alianças partidárias.