CPI do BNDES

Presidente da Usiminas: atual crise econômica é muito pior do que a de 2008

Souza e o presidente do conselho de administração da Usiminas, Marcelo Gasparino da Silva, foram convocados a pedido do deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que questiona a destinação de R$ 2,3 bilhões em empréstimos pelo BNDES à siderúrgica em 2006 e em 2011

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O presidente da metalúrgica Usiminas (USIM5), Rômel Erwin de Souza, disse há pouco, em depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, que a crise atual da economia é muito pior do que a de 2008. “A queda no mercado interno é muito maior, o período é mais longo e o mercado externo, por causa da China, está muito mais competitivo”, disse, ao justificar a paralisação de uma unidade da empresa em Cubatão (SP) e a consequente demissão de 4 mil trabalhadores.

Souza e o presidente do conselho de administração da Usiminas, Marcelo Gasparino da Silva, foram convocados a pedido do deputado Marcelo Squassoni (PRB-SP), que questiona a destinação de empréstimos, no valor total de R$ 2,3 bilhões, concedidos pelo BNDES à siderúrgica em 2006 e em 2011.

Segundo o deputado, o financiamento não impediu que a empresa anunciasse a paralisação da produção, com demissões. Squassoni defendeu medidas protecionistas para dificultar a entrada, no Brasil, de aço produzido na China, que tem um excedente de 400 milhões de toneladas e está vendendo o produto a preços baixos no mercado internacional.

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De acordo com o presidente da companhia, nem medidas protecionistas, atualmente, resolveriam a questão. “O maior problema é que o mercado interno caiu”, argumentou. “O problema é que o Brasil parou de crescer”, disse o deputado Carlos Melles (DEM-MG).