Segundo a Folha

Preocupado, Lula diz que candidatura em 2018 depende de reação de Dilma

Segundo relatos de aliados e amigos do ex-presidente ouvidos pela Folha de S. Paulo, Lula está com medo de acontecer com ele o mesmo que aconteceu com Brizola em 1994, quando ficou em quinto lugar

arrow_forwardMais sobre

SÃO PAULO – Preocupado com a crise política que atinge o governo de sua sucessora, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse a aliados que só teria condições de ser candidato do PT e concorrer nas próximas eleições presidenciais, em 2018, caso a avaliação da presidente Dilma Rousseff melhore, de acordo com informações da Folha de S. Paulo. Desta forma, ele teria um legado para defender junto ao seus eleitores.

A reportagem do jornal ouviu relatos de amigos e aliados de Lula e citaram a fala do ex-presidente em que citou as eleições presidenciais de 1994, quando  Leonel Brizola perdeu para o nanico Enéas Carneiro (Prona), terminando em quinto lugar. Esse fato ilustra o medo de Lula de que isso possa acontecer em 2018. 

Lula afirmou, segundo um interlocutor ouvido pelo jornal, que não adianta pensar que ganharia votos apenas por ter decidido se candidatar, pois o eleitor olha para o futuro e não vota por gratidão ou olhando para o passado.

PUBLICIDADE

Assim, para se candidatar, Lula considera que o governo precisa ter uma avaliação, no mínimo, de “regular”. Caso contrário, o PT deve escolher outro nome como candidato e ele teria, inclusive, apresentado esse diagnóstico à Dilma.

Depois de Dilma ser reeleita, o ex-presidente disse pela primeira vez aos mais próximos que seria candidato em 2018 e, a partir dali, o PT começou a tratar a candidatura como oficial. No entanto, com a crise agravada no governo, o afastamento dos movimentos sociais e a queda de popularidade de Dilma fizeram o político avaliar o cenário.

No entanto, aliados ponderam que Lula tem se colocado como responsável pelo projeto petista e, como tal, a possibilidade de ver seu legado terminar de maneira “melancólica” mexe com ele. Assim, o ex-presidente espera que, após o lançamento do plano de concessões prometido para 9 de junho, Dilma organize uma agenda positiva e consiga melhorar sua imagem.