Fogo amigo

Prefeito do Rio vai à Justiça contra Dilma para redução da dívida, diz O Globo

O prefeito petista Fernando Haddad também pode se unir a Paes, com um déficit de R$ 62 bilhões

SÃO PAULO – A situação delicada do governo de Dilma Rousseff ganhou mais um capítulo com a própria base aliada, de acordo com informações do jornal O Globo. Segundo a reportagem, aliados ameaçam partir para uma briga judicial para que se façam valer as novas regras de renegociação das dívidas com a União.

Os governos municipais do Rio de Janeiro, de Eduardo Paes (PMDB) e de São Paulo, Fernando Haddad (PT), ameaçam acionar a Justiça para garantir as novas regras. A mudança no cálculo abateria um estoque significativo de suas dívidas e na consequente ampliação da capacidade de investimentos mas, por  conta da necessidade do ajuste fiscal, a presidente e a equipe econômica estão adiando a aplicação da regra e descumprindo acordos com prefeitos e governadores.

O jornal informa que a prefeitura do Rio foi a primeira a reagir e entrou na Justiça para tentar obrigar o governo federal a cumprir a lei sancionada no ano passado. Com a mudança no cálculo, a dívida do município, de R$ 6 bilhões, poderia ser quitada em pouco tempo. Para tentar obrigar o governo federal a cumprir a lei, Paes embarcou ontem à noite para Brasília para tratar do assunto com a presidente Dilma Rousseff.

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Antes de entrar na Justiça, Paes questionou o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, sobre a validade da lei. Obteve resposta de que a União precisava de mais tempo para mudar os contratos. Como o prazo pedido pelo ministro estourou na semana passada, Paes entrou com a ação.

O prefeito petista Fernando Haddad também pode se unir a Paes, com um déficit de R$ 62 bilhões. A revisão dos estoques das dívidas teria sido incluída no texto com apoio do governo federal para beneficiar sua maior vitrine eleitoral petista. “São Paulo estuda que caminho tomar. Segundo fontes ligadas à gestão municipal, uma das alternativas é pegar uma carona na ação movida por Paes, participando como parte solidária. A medida, no entanto, seria encarada como fogo amigo, vindo de um aliado estratégico para o futuro do PT”, destaca o jornal.