Pré-sal entra na pauta das discussões e divide partidos da oposição

Partidos focalizam análises sobre potencial das novas reservas, mas posições formais sobre o tema ainda são precipitadas

SÃO PAULO – Os principais partidos de oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, como PSDB, PPS e DEM, já se preparam para as discussões em torno do uso dos recém-descobertos poços de petróleo na camada pré-sal pelo Estado brasileiro.

Nesta quinta-feira (20), o consultor Cláudio Adilson fará sua análise mensal da conjuntura econômica do País para o DEM. Segundo o presidente do partido, Rodrigo Maia, certamente a questão do pré-sal deverá entrar na pauta, porém, uma posição formal do partido só será definida futuramente

Foco no pré-sal

Apesar de não possuir uma agenda formal para a questão, o PSDB tem debatido o tema há alguns meses. No primeiro semestre, o ITV (Instituto Teotônio Vilela), realizou um seminário sobre energia com o PPS com bastante foco na situação do pré-sal.

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Luiz Paulo Vellozo Lucas, presidente do ITV, é contra a criação de uma nova estatal para a exploração da região. Para ele, a criação da companhia significaria o rompimento do modelo definido pela Lei do Petróleo de 1997, que impulsionou o desenvolvimento do setor no Brasil.

Atrasos em investimentos

Na opinião de Vellozo, as incertezas causadas pelo Governo ao adiar o oitavo leilão das reservas, realizado pela ANP (Agência Nacional do Petróleo). “O ruim não é o debate (sobre os leilões), mas o debate que traga incertezas aos investidores e adie investimentos”, afirmou.

Para Arnaldo Jardim (PPS), o debate em torno do pré-sal está equivocado, uma vez que a discussão sobre a criação de uma nova estatal deveria ser a última parte. Ele defende que primeiro é preciso ser feita uma avaliação da Lei, e talvez fazer apenas “pequenos ajustes” para a melhor adequação ao cenário atual.