Potências mundiais repudiam ameaça da Coréia do Norte de realizar testes nucleares

Japão, China e Coréia do Sul condenaram os planos da vizinha, endossados pelos EUA e Rússia, que temem corrida armamentista

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SÃO PAULO – O Japão está juntando forças com as maiores potências mundiais para adotar uma postura firme de repúdio à intenção da Coréia do Norte de realizar testes com armas nucleares em breve e, assim, tentar evitar um colapso global.

O estado comunista anunciou seus planos na terça-feira (03), sob o argumento de que trarão maior segurança à nação em relação às hostilidades norte-americanas, como sanções impostas a suas empresas e bloqueio de contas internacionais.

Desenvolvimento de bombas atômicas

Apesar de ter assinado um termo em 1994 se comprometendo a suspender seus estudos e projetos nucleares, o país se retirou do Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares (TNP) em 2002, após o presidente norte-americano, George W. Bush, inclui-lo entre as nações que formam o que chama de Eixo do Mal.

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Na época, um reator nuclear norte-coreano foi reativado e fiscais da Organização das Nações Unidas (ONU) foram expulsos do país. Assim, apesar de não ser possível confirmar se as tais bombas existem de fato, a possibilidade é grande, já que houve tempo, material e tecnologia para seu desenvolvimento.

O lançamento de sete mísseis capazes de carregar ogivas sobre o Mar do Japão há alguns meses, sendo que um deles poderia supostamente chegar ao estado norte-americano do Alasca, agrava a preocupação.

Tensão internacional

Para os EUA, não devem existir mais de duas bombas, enquanto a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) diz que podem ser até seis. Uma das mais sérias preocupações é de que, se os testes forem bem sucedidos, se inicie uma corrida armamentista na Ásia.

O Japão, por ser a maior economia da região asiática, tem um papel muito importante no processo. Sua postura tem sido de firme condenação aos testes.

Outros países asiáticos envolvidos são a China, que pede calma, e a Coréia do Sul, que considerou a possibilidade inaceitável. A Rússia, sexta personagem dessa história, tem a mesma posição.